sexta-feira, 28 de maio de 2010

Delírios!

Toque minha pele com seus lábios molhados suga-me!
Despetale-me como uma rosa ao vento,
Saborei meu gosto em tua boca quente,
Deixe-me sentir suas mãos famintas a percorrer meu corpo,
Possua-me como se eu fosse somente tua a vagar nua em teu corpo quente, suado, molhado e aromatizado de pecado.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

SIMPLICIDADE DE UMA MULHER MADURA - MARTHA MEDEIROS

Meninas, sejamos adeptas da simplicidade...

"Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado.... seria bom se fosse alegre e amigo...

Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim.

Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse...

Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o "rei dos problemas", chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.

Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas, dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava.

A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.

Aos 30, encontrei um "tudo de bom", brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo.

Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz.

No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.

Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.

Procurei bastante, incansavelmente.

Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado...

Solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira rica...

Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro...

E só! Nada como a simplicidade..."

terça-feira, 25 de maio de 2010

A LINGUIÇA, POR ARNALDO JABOR

Ainda no espírito do texto anterior, deixo um texto do sempre sábio Jabor, falando sobre as delícias de se ter uma mulher com mais de 30...


"À medida que envelheço e convivo com mulheres, valorizo mais ainda as que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma coisa que queira fazer.... e, geralmente, é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer, elas definitivamente não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem, você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Por que será, heim?? Mulheres mais velhas são diretas e honestas, elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um! Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela, basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos... Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem! Para todos os homens que dizem: 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?', aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? Porque 'as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma linguiça!' Nada mais justo!"

BALZAQUIANAS



O termo balzaquiana refere-se às mulheres com mais de 30 anos, e assim ficou conhecido após a obra do escritor Honoré de Balzac "A mulher de 30 anos". Já foi considerado pejorativo, pois há algum tempo atrás a mulher de mais de 30 já era considerada 'velha', 'coroa', mas, hoje, nós sabemos que as mulheres com mais de 30 estão com tudo. Estamos na flor da idade, na plenitude de nossa feminilidade, no ápice de nossa vida sexual, amorosa, afetiva,  e com muito gás pra tudo o que ainda há de vir... E se não sabemos o que queremos ainda, com certeza, já sabemos o que não queremos para nossas vidas! E como já dizia Balzac em seu livro: "Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz... obedece a um sentimento consciente. Escolhe... dando-se. A mulher experiente parece dar mais do que ela mesma, ao passo que a jovem, ignorante e crédula, nada sabendo, nada pode comparar nem apreciar... Uma mulher... se esconde sob mil véus... Afaga todas as vaidades... Chegando a essa idade, a mulher sabe consolar em mil ocasiões em que a jovem só sabe gemer. Enfim, além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser pudica e até embelezar-se com a desgraça", finaliza.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ACABOU!!!!!!!!!!

Acabou ...
Já era ...
A fila andou ....
Eu já sabia disto há muito tempo, mas hoje eu estava refletindo e me lembrei exatamente do dia, do minuto e do local onde este relacionamento acabou ... e para meu espanto, constatei que ele acabou há um ano atrás.
Acabou em um quarto de motel quando, depois do sexo, começamos a conversar sobre o futuro e eu acabei botando pra fora todo o choro que há meses, meses havia segurado. Agora me lembro claramente do pavor nos olhos dele ao finalmente perceber que ele era responsável pelo meu estado, ele era responsável por aquilo que eu sentia. Acabou alí, naquele momento, em meio ao medo que ele sentiu e a vontade que ele teve de se livrar daquela situação. 
Tudo que veio depois deste dia, veio por insistência minha. Foi a minha teimosia, minha incapacidade de lidar com a verdade, minha imaturidade que prorrogou esta situação por mais um ano. Teve mais sexo, mais choro, mais encontros, mais desencontros, mais palavras de amor, mais palavras de desprezo, mais atenção, mais desinteresse .... mas a verdade é que já tinha acabado, naquela noite, naquele lugar, naquela hora.
Não tenho outro caminho a seguir, a não ser em frente. Então, me visto da minha coragem, da minha atitude, da minha recente maturidade, da minha realidade, do carinho daqueles que realmente me amam e continuo andando .... sempre em frente.

domingo, 23 de maio de 2010

Pensamentos Insanos!

Vejo a  adolescência  às vezes como a fase da "idiotice", dos pensamentos sem cabimento..Um dia desses recebi um vídeo por e-mail e lembrei de uma situação que ocorreu com uma amiga...
Bom, ela sentia-se mega atraída por um cara, porém nunca calhava de ficar sozinha com ele. Um certo dia, uma viagem de amigos foi marcada e eis que o nome dele estava na lista dos participantes...Ela logo pensou "oba dessa vez vai".
Ansiedade. Insônia. Mãos trêmulas. Mil e um pensamentos pecaminosos!
No sábado à noite após a balada, ela voltou para o hotel e foi tomar banho...Saindo do banho quem estava deitado na cama dela esperando embaixo dos lençóis??? Isso mesmo...o próprio!
Batimento acelerado. Olhos arregalados. Vontade!
Deitou-se como quem não queria nada e beijo vai..beijo vem...mão vai...mão vem..roupa saí...e a famosa pergunta...Você tem preservativo? Não, eu não tenho...
Pausa. Ele todo no clima. Ela toda desanimada....infelizmente, ele esqueceu o principal...Ela ficou na mão e com dor de cabeça! E nesse momento ela já não queria mais saber de nada e ele "vai eu sei que você não tem nada"...
Ahhh..por que o vídeo??...porque ele tem tudo a ver com o relato....
Porque pensamentos sem cabimento??...rsrs..Porque mesmo sem transar com ele...Ela ficou com medo de ter engravidado somente por causa dos amassos..hihihihihi
Portanto, homens e mulheres não saiam de casa sem preservativo!

E daí se gosto de Ogro!

Bom, eu gosto de ogro sim...Mas, não estou falando do Shrek aquela coisa verde e sem forma!
Caraca, tantas mulheres gostam de homens certinhos e eu....bom, eu gosto de homem estilo ogro. Quando falo ogro refiro-me a homens com estilo e pegada, do tipo "gata eu não sou certinho, eu acabo contigo no primeiro round sem dó!". E o Shrek não tem nada a ver com essa imagem.
Agora sinceramente o vencedor do último BBB... esse sim mexe com os meus hormônios, Marcelo Dourado parece ser o cara, o TESÃO em forma de "ogro" ou "ogro" em forma de tesão...
....Infelizmente, não sei a resposta, mas só de lembrar dele andando molhado pela casa...deixa os meus sentidos a flor da pele e a mente em um turbilhão de pensamentos...como será esse homem sexualmente falando? Caraca, eu saía do meu jejum fácil fácil....
Ele deve ser daqueles homens que segura o cabelo pela base da nuca e guia seu corpo através de beijos molhados, sensuais, devoradores, cheios de tesão e vontade...aquele beijo que você fica com vontade de jogar o cara na cama e falar vem!
Mas, delírios e pensamentos a parte!

Música que lembra sexo!

É incrível...mas, essa música me lembra sexo...é sensual.. como se tivesse uma mão a percorrer o meu corpo...
Presta atenção na melodia e fala se não é verdade!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

NÃO É AMOR...

Sei que muitas de nós, mulheres, queremos muito encontrar o amor. Hoje, entretanto, resolvi postar um texto sobre o que não é amor. Muitas de nós estão mais habituadas a isso, apesar de não querer aceitar o fato de que simplesmente NÃO É AMOR! Há até um filme, adaptado de um livro que se chama "Ele simplesmente não está afim de você" que é exatamente sobre isso. Todos os sinais são dados e nós, apaixonadas que somos, insistimos em arrumar desculpas, ao invés de reconhecer a 'furada' em que estamos. Então lá vai. E se você se reconhecer por aqui, fuja enquanto é tempo! O que realmente é amor está em algum lugar esperando por você...

Não é amor!
Por Sandra Maia

Acordei assim hoje: com uma vontade imensa de falar sobre o que é realmente o amor e, por mais incrível que pareça, decidi começar com o que não é AMAR - até porque quero crer que muitos de nós conhecem melhor o que não é amor - alguns poucos se permitem viver relações para as quais estão prontos.
Não é amar: viver em função do outro, viver em uma confusão de pensamentos e sentimentos que tiram o foco, viver triste, com receio da perda, do abandono, da mentira, aceitar migalhas, viver se rastejando, falar o que não sente, conceder indefinidamente, adiar sonhos, encolher, esconder-se, deixar-se morrer, anular-se.
AMOR É MESMO UM MILAGRE. Embora todos queiramos experimentá-lo, buscamos parceiros que não têm condições de nos mostrar o caminho. Não sabem, não conhecem o que é amar. Ignoram como é bom ter alguém por perto para compartilhar, ser e estar.
Então, ao final, como é isso? Como é viver uma relação onde cada um dá o seu melhor? O amor floresce. Cada um decide - no dia-a-dia - escolher a relação. Com é viver dessa forma? Dois inteiros, dois que querem e investem no relacionamento, trocam?
Tenho amigos e amigas que vivem em histórias absurdas - aquelas que nascem para não dar certo. E a questão é sempre a mesma: SORTE, AZAR OU ESCOLHA? O que será? Fácil falar que não damos sorte no amor quando trazemos para nossas vidas tudo o que não dá, tudo o que não funciona, tudo o que não é amor.

Qualquer coisa
Pode ser paixão, excitação, autopunição, desejo - não sei. Pode ser qualquer coisa. Mas não AMOR. Essas situações mantém-nos reféns, nos fazem infantis, desajustados. Essas escolhas nos tornam eternos infelizes, vítimas, nos colocam no chão - abaixo do asfalto, abaixo do aceitável...
O AMOR É INCONDICIONAL... Ah, essa coisa que muitos vivem por aí não, não é verdadeiramente amor... Pode ser controle, dependência, pode ser simplesmente escolha com base em crenças erradas... Aquelas mesmas que trazemos da infância e repetimos na vida adulta. Crenças como "só eu vou poder mudá-lo(a)", "ele(a) me ama, só não sabe", "está acontecendo algo - forças estranhas separam nosso amor", "ele(a) me quer - só não consegue aceitar", etc, etc.
O pior é achar que tudo isso É NORMAL. Saiba que NÃO É NORMAL. Normal deveria ser o bom. Viver uma relação sem o medo eminente da perda, sem dor, sem sofrimento, sem qualquer função que nos tira do nosso foco, nossos sonhos, nossos planos de crescimento e desenvolvimento humano.

Normalidade
Posso lhes afirmar NÃO É NORMAL viver querendo morrer... Relações com essa dinâmica viciam. São como um THRILLER - cheias de EMOÇÃO, DE ALTOS E BAIXOS, DE PAIXÃO, VIDA E MORTE. Atraem por ser SUPER, SOBRENATURAIS, ENIGMÁTICAS... Fazem-nos viver na ilusão fora da realidade, nos esquecer da verdade, do ser, do amor verdadeiro. Enganamo-nos...
E como vocês também devem conhecer ou viver histórias parecidas, essa semana, conversando com a amiga de uma amiga, um caso me trouxe à mente como num espelho uma questão que demonstra o quanto podemos nos tornar ridículos quando no deixamos envolver em relações doentes...
Ela estava envolvida com um rapaz mais jovem - desempregado, não havia estudado, ciumento, violento, envolvido com outras mulheres, sem escrúpulos, com valores distorcidos, sem qualquer possibilidade de acompanhá-la e ao seu filho... Enfim, um problema sem tamanho... O mais incrível era ouvi-la dizendo: "MAS EU O AMO!" E, o mais complexo, ter de dizer a ela: "ISSO NÃO É AMOR! É DOENÇA! Busque ajuda. Converse com pessoas que vivem relações saudáveis. Veja como vivem. O que esperam um do outro. Como é seu dia-a-dia. Nessas relações o que há é RESPEITO, HARMONIA, DEDICAÇÃO, RESPONSABILIDADE. Há um cuidar da relação que os mantém fortes, unidos, íntegros, saudáveis. Um conviver que faz bem. Não tem soluços, não têm idas e vindas, rompimentos e voltas..."
Não foi fácil, mas arrisquei e tentei convidá-la a refletir, pensar, compreender o que estava em jogo nessa teimosia. "AMOR", comentei com ela, "é diferente do que está vivendo! É tranqüilo no que pode ser, quente no que deve ser..." É esse o amor que podemos escolher: sem sobressaltos, sem dor, sem tristeza, um amor leve, livre, solto, um amor que vem para ficar, para uma vida, para o tempo que durar...
Um amor que, sim, terá altos e baixos, conquistas e derrotas. Mas que se sobressai a todos os percalços que a vida um dia traz. Permanece...

Escolhas, sempre escolhas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ESPOSAS DE ANTIGAMENTE

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TPM -TREINADA PARA MATAR

Frases e procedimentos para sobreviver a uma mulher com TPM nas situações do dia-a-dia:

Você chega em casa com aquela fome...
PERIGOSO: O que tem pro jantar?
SEGURO: Posso te ajudar com o jantar?
SEGURÍSSIMO: Onde você quer ir pra jantar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

Vocês vão a uma festa e ela diz: Amor já estou pronta...
PERIGOSO: Você vai vestir ISSO?
SEGURO: Nossa, você fica bem de marrom!
SEGURÍSSIMO: Uau! Tá uma gata!
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

Ela diz: Como você é grosso!
PERIGOSO: Tá nervosa por quê?
SEGURO: Tudo bem que eu poderia ter avisado, assumo meu erro!
SEGURÍSSIMO: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

Na hora daquele super almoço de domingo...
PERIGOSO: Será que você devia comer isso?
SEGURO: Sabe, ainda tem bastante maçã.
SEGURÍSSIMO: Quer um copo de vinho pra acompanhar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

Você chega em casa tarde, e ela está sentada no sofá...
PERIGOSO: O que você fez o dia todo?
SEGURO: Espero que você não tenha trabalhado demais hoje amor.
SEGURÍSSIMO: Adoro quando você usa esse baby doll!
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

E algumas definições para TPM:
TPM = Todos os Problemas Misturados
TPM = Tendências a Pontapés e Murros
TPM = Temporada Proibida para Machos
TPM = Tocou, Perguntou, Morreu
TPM = Tente no Próximo Mês
TPM = Tempo Pra Meditação
TPM= Treinadas para matar

terça-feira, 18 de maio de 2010

CONSELHO DE PSICÓLOGA - NAMORE UM BARRIGUDINHO

"Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui:
Se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!
Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo "tanquinho", fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta.
Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito, e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não!
Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto.
E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma - e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os "tanquinhos" farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.
Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também.
Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com "clight" que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.
E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um "ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco".
Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.
Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento.
Se ele souber cozinhar, então, bingo!
Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.
Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!!!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.
É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz!"

Nós, leitoras e autoras  do blog papodemulherdepoisdos30, vamos começar uma campanha para que Rodrigo Lombardi fique barrigudinho... depois podemos pensar em aderir a esta proposta.
Convenhamos, quem vai pensar em olhar pra barriga na frente de um homem destes????
Coisa linda!!!!!!!!!!!!!!!!
Ai que saudade do Rajah!!!!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SUPERANDO UMA PAIXÃO - EM DIÁRIOS (CONTINUAÇÃO)

DIÁRIO 11

Superar, a gente supera. Uma mulher supera tudo nesta vida.
A gente supera a criação repressiva dos pais, supera quando o corpinho de 30 não se parece nada com o de 18, supera a promoção que não conseguiu, supera quando o filho diz que a gente é chata, supera quando esquecem o nosso aniversário, supera o primeiro fio branco no cabelo .... quem supera tudo isto, pode superar uma paixão que não deu certo. 
Esquecer .... aí é outra coisa.
Parar de doer então .... é outra coisa muito diferente.
Um novo amor ajuda.... tem ajudado, muito.
Quanto tempo será que leva? Até hoje não houve um dia, um dia que fosse que eu não pensasse nele. Sabe o que é não ter 24 horas de paz? Quando menos espero, vem a imagem dele, vem a sensação de ser beijada por ele, vem o cheiro dele. Daí eu me recomponho e sigo fazendo o que tenho que fazer; mas dói, sempre dói. Será que um ano, dois anos serão suficientes? Será que haverá um dia em que o encontrarei no supermercado por acaso e meu coração não vai saltar pela boca?
De uma coisa tenho certeza, o fogo cada dia se apaga mais, mas ainda há uma pequena chama que eu tento desesperadamente apagar. De fato, acabei deixando a chama de lado, pensando que sem oxigênio ela pode apagar sozinha. Mas sei que se eu o encontrar, o fogo vai tomar conta de tudo de novo. Preciso ficar longe ... bem longe dele.

terça-feira, 11 de maio de 2010

CAINDO NA ARMADILHA

Sempre fui muito desconfiada em relação a mulheres que se dizem enganadas pelos homens que amam. Sempre tive a impressão de que, no fundo, nós sabemos onde estamos nos metendo, nós de fato sabemos o que nos espera. Ao relatar a situação de uma amiga a um conhecido, este comentou: É engraçado como as mulheres ainda caem nestas armadilhas.

E é exatamente esta a imagem que ficou pra mim das muitas situações que venho presenciando entre homens e mulheres. Ao contrário dos homens, nós, mulheres, sabemos que é uma armadilha, sabemos reconhecer os indícios, sabemos ‘ler’ as evidências, mas, mesmo assim, optamos por continuar naquela direção com a atitude romântica de que nada de mal pode nos acontecer. Só que na realidade, o que era pra acontecer, acontece: nós caímos nas armadilhas mais rudimentares e mais óbvias que o destino pode nos preparar e depois ainda temos que nos levantar sozinhas, cuidando do que sobrou de nossa auto-estima enquanto limpamos nossos ferimentos.

Homens que não estão maduros pra um relacionamento (conversa fiada!!!), homens que ainda moram com a mãe, homens casados que afirmam não poder se separar das esposas, homens casados que dizem que vão se separar das esposas em breve, homens sem emprego fixo, homens que foram gays (existe isto?), homens que não podem ter um compromisso com você porque querem ser monges budistas, homens que acabaram de se divorciar, homens na crise dos 40, homens mulherengos que se dizem redimidos de seus pecados.... Esta é a lista das armadilhas mais óbvias.

De fato, várias questões ficam no ar: Por que continuamos apesar dos indícios? Por que acreditamos mesmo após as evidências? Será que nós mesmas buscamos a dor que sentimos? Será que pra algumas mulheres a dor faz parte do amor? Será que buscamos esta dor? Será que sem a dor não reconhecemos o amor, ou não o valorizamos? Por que infligimos estas situações a nós mesmas? O que ganhamos com isto?

Peço desculpa àquelas que se sentem enganadas, traídas, mas eu creio que todas nós sabíamos o que nos esperava, eu creio que nos metemos onde nos metemos simplesmente porque aceitamos que a dor e o amor são separados por uma linha muito ténue.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

QUANTAS MENTIRAS NOS CONTARAM (Danuza leão)


Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.
Uma das mentiras é que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos. Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante .
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida. Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.
Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.
Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.
Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver .
Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....
Danuza Leão

terça-feira, 20 de abril de 2010

TRÊS OU QUATRO SEM SAIR DE CIMA

Estes dias estávamos em um barzinho, eu e duas amigas. Chegou uma moça conhecida de uma das minhas amigas e se juntou a nós. Nunca tinha visto a moça e não tinha nenhuma intimidade com ela, mas nós 4 começamos a conversar. Bom, cerveja vai, cerveja vem ... a moçoila começou a contar sobre um homem mais velho e casado com quem estava 'saindo'. Ela começou a descrever que este homem mais experiente ficava horas dentro dela e quando ela achava que ele já tinha gozado, ele tinha apenas liberado um pouco de esperma e em seguida mudava de posição e começava tudo de novo. Ele teria ficado mais de uma hora nesta loucura .... Enquanto ela dizia isto, fizemos aquela cara do tipo Isto não é novidade...Já sabemos como é... mas quando ela foi ao banheiro e ficamos só nós três, uma olhou pra outra e perguntamos simultaneamente: Será que é verdade o que ela está falando? Uma hora sem sair de cima? e caímos na risada. Será que o que ela descreveu foi vários orgasmos, ereções ou várias ejaculações? Sei lá.... Nós, as três amigas desiludidas, só sabíamos que, quando capricham muito, nossos homens ficam dentro de nós um certo tempo (que definitivamente não chega a uma hora) e depois gozam ... pondo um ponto final nas atividades daquela noite. Penso que sabemos muito pouco sobre o pênis masculino. Procurei na internet e encontrei o seguinte texto:

Barbara Keesling descreve o caso de James: "Quando James e sua parceira fazem amor, de modo geral ele leva dez minutos ou mais para atingir um orgasmo.Ele começa a relação sexual lentamente e vai deixando sua excitação aumentar. Então, no instante em que está prestes a ejacular, com um movimento firme, ele se introduz profundamente em Sharon e contrai o músculo que se estende da base do pênis à área situada atrás dos seus testículos
Isto lhe permite um orgasmo completo - inclusive com aumento rápido de batimentos cardíacos, contrações musculares e aquela incrível sensação de alívio - sem ejaculação. James mantém sua ereção, continua a fazer amor e pode ter mais dois a quatro orgasmos dessa forma. Quando quer parar, ele atinge o orgasmo final e ejacula. James consegue fazer isso porque conseguiu um perfeito controle dos músculos pélvicos, que entram em espasmos quando o homem ejacula." Para o homem ter vários orgasmos sem perder a ereção, existe toda uma técnica a ser desenvolvida. Nela se aprendem exercícios que possibilitam o controle da respiração e o fortalecimento do músculo da região pubiana, responsável pelas contrações rítmicas da pelve durante o orgasmo. Assim, o homem passa a ter ereções mais firmes, intensifica seus orgasmos e aprende a separar orgasmo e ejaculação. Os homens que têm orgasmos orgasmos sem ejaculação afirmam que o prazer é bem mais intenso do que o alcançado no orgasmo ejaculatório. Para os especialistas, os homens que praticam esses exercícios começam a sentir orgasmos múltiplos dentro de uma a duas semanas e a aperfeiçoar as técnicas em três a seis meses.
Nossa fiquei mais confusa ainda ... será que alguém tem o telefone deste James pra gente tirar estas dúvidas?
Já vou acabando esta postagem. Não sei por que, mas fiquei com uma vontade de lavar roupa .... no tanque .... tchau....

FILMES QUE OS HOMENS DETESTAM E AS MULHERES MORREM DE CHORAR

Sabe aquele filme que te pega desprevinida e, quando vc vê, já tá dando uma bafão de tanto chorar e depois, no outro dia, acaba acordando de cara inchada? As vezes penso que na verdade o choro estava armazenado e o filme vem só pra te aliviar, mas as vezes pode ser mesmo um mero  acaso no qual a emoção te pega de surpresa.

Tenho uma amiga que faz o que eu chamo de 'choradeira premeditada'. Quando ela não está legal, ela vai a locadora e aluga filmes românticos com finais infelizes e ... morre de chorar a tarde inteira ... ai que sofrimento!!!!


Estes dias aluguei o filme, P.S. I love you por nenhum motivo específico, talvez por gostar muito da Hilary Swank. O filme é sobre Holly (Hilary Swank) e sua história de amor com Gerry (Gerard Butler). Eles se conheceram jovens na Irlanda e se casaram nos Estados Unidos. Porém, quando Gerry morre devido a um tumor no cérebro, a vida de Holly perde o rumo e ela entra em profunda depressão. Mas o que ela não esperava era que, imaginando que isto poderia acontecer, Gerry deixou para ela diversas cartas antes de morrer. Cada uma delas busca guiar Holly no caminho de sua recuperação, não apenas da dor pela sua perda mas também de sua própria redescoberta.... Fala se não é de se descabelar de chorar!!!! Meu marido que assistia junto, dizia: Além de morrer, o cara ainda tem que ficar atormentando a coitada. Mas nem esta distração fez o meu choro parar... também gente, perder o Gerard Butler ... aquele gostosão... é muito triste.


Lembro também de uma vez que estava em outra cidade a trabalho e tinha um tempo livre... fui ao cinema e assisti Separados pelo Casamento. Entrei numa boa, achando que era uma comédia ... Bom, era um pouco comédia, mas eu chorei tanto que fiquei com vergonha de sair da sala de projeção. No outro dia, trabalhei com a cara inchada ... que mico!
O filme conta a história de Brooke (Jennifer Aniston) e Gary (Vince Vaughn) que eram casados. A vida a dois já não tinha a mesma paixão do início (se fosse só o casamento deles ... a gente até ajudava ...) e eles acabaram decidindo pela separação. 
Entretanto nenhum deles aceitava deixar o apartamento que viviam, o que faz com que continuem morando juntos. Inicialmente eles tentaram viver pacificamente, mas logo descobriram que a melhor saída seria tornar a vida do outro um inferno, de forma que um deles saisse do apartamento o mais rapidamente possível. Nesta insanidade, eles se magoam de formas muito cruéis. Na verdade, eles ainda se amavam mas quando um tinha a intenção de retroceder, o outro vinha com uma nova punhalada. Agora me diz ... casal que se ama e que vive se magoando mortalmente... é de chorar ou não é? 

Alguém lembra de mais algum filme como estes??????????

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ORGASMO

Muito se fala sobre o orgasmo feminino. Há as anorgásmicas (coitadas) que não conseguem atingir o clímax de jeito nenhum, e há o orgasmo clitoriano e o vaginal. Há as sortudas que conseguem ter os 2, mas a grande maioria das mulheres só tem o orgasmo clitoriano. Eu sou uma delas... e, diga-se de passagem, estou muito satisfeita e feliz com a minha vida sexual, ou seja, não é defeito de fábrica não ter orgasmo vaginal. E, igualmente, não significa que a penetração não seja desejada ou não seja prazerosa. Eu gosto muuuuuuuuuuuito de sexo e da penetração também.

Conversando com o meu marido é que resolvi escrever sobre esse tema, pois ele me pergunta sobre o que sinto, sobre minha satisfação e etc (ainda bem que tenho um marido que se preocupa com o que sinto, porque tem homem que goza, vira pro lado e dorme! Dane-se a parceira...). Nessas nossas conversas percebi que ele não consegue entender como posso gostar de transar mesmo sem chegar ao orgasmo... ou seja, não são todas as vezes que atinjo o clímax e nem todas as vezes eu quero atingir, mas mesmo assim transo com ele e sinto prazer em dar prazer a ele. Na cabeça masculina, isso não faz o menor sentido, pois como podemos transar e não ter ‘o melhor’ da festa? A penetração pra mim é uma delícia e se eu já tiver ‘chegado lá’ antes, melhor ainda! Claro que as preliminares são importantes e todo o resto: beijos, abraços, amassos, palavrões, tapinhas, brinquedinhos, enfim, a química entre o casal, mas o ponto pra mim é que, mesmo sem atingir o orgasmo, transar com ele é muito bom sempre!

Também disse a ele que já fingi ter orgasmo (como a grande maioria das mulheres, aliás) e ele quis saber por que, claro. Eu disse que justamente por eles não entenderem que a gente sente prazer mesmo sem ter orgasmo, a gente se vê meio que obrigada a fingir para que eles não se sintam fracassados, ou fiquem perguntando se já chegamos ou depois perguntem por que não chegamos. E, ainda, não fiquem tentando a todo custo, quando a gente já viu que naquele dia não dá, a coisa não vai! Tem muita coisa envolvida no orgasmo feminino (que é mais complicado do que o masculino, assim como tudo o que é feminino)... a gente goza com a cabeça também e não só com o corpo. Eles querem transar, muitas vezes, pra desestressar. Nós, se estamos estressadas ou bravas ou brigadas (na TPM também..rs), não queremos nem que encostem em nós! (Lembrem-se que sempre falo da maioria das mulheres, sei que tem muitas que são diferentes). Depois disso, não precisei mais fingir. Ele me entendeu e eu disse que só ia falar que gozei, se realmente tivesse acontecido. E que não queria perguntas ou frustrações porque já disse que me respeito, respeito meu corpo e respeito nosso casamento, então eu só transo com ele se e quando estou com vontade. Já disse que não sou um robozinho e também não tenho o mesmo desejo que ele, muitas vezes. Então, se estamos transando é porque eu quero, porque o amo, o desejo e porque é sempre muito bom, mesmo que não chegue ao orgasmo todas as vezes.

domingo, 18 de abril de 2010

COMO ERA BOM CHORAR... (por Danuza Leão)

Há quanto tempo você não chora um choro daqueles bem bons? Alguns anos, e não por falta de razões. Houve uma época em que se ia ao cinema e bastava aparecer uma criança castigada pelo destino e nossos olhos se enchiam de lágrimas. E se chorava também quando o final do filme era feliz, quando era infeliz; e se ia para o banheiro aos prantos quando na festa o homem que a gente achava que amava dançava com outra. Aliás, há quanto tempo você não chora nem por alguma injustiça ou maldade que fizeram com você? Ou vai dizer que a vida só faz te tratar bem?

Aprendemos a “segurar” quando levamos uma rasteira, sofremos a deslealdade de um amigo ou a traição do namorado, fingindo que a vida é assim mesmo, para dar uma de forte. Depois dos 35, não se chora nem quando se quebra a perna. Aprendemos a conter nossas emoções. Como os homens não choram, nós, mulheres, resolvemos nos igualar a eles, ficando tão duras quanto achamos que um homem deve ser – e alguns nem são.

Houve um tempo em que bastava que as mulheres chorassem para conseguir o que queriam – ah, bons tempos aqueles... Hoje, se uma mulher deixar transparecer alguma dor, mesmo que ele esteja fazendo as malas para deixá-la, o mínimo que vai acontecer é ficar falando sozinha. Homens costumam ter pavor a mulheres que se comportam como mulheres, a não ser naquela hora – aquela. Ou você nunca ouviu a frase “Ah, não vai agora dar uma de apaixonada”? Que vida!

O que um homem espera de uma mulher? Que ela seja quase como um homem, que entenda de economia, de política internacional, que se transforme em surfista, tenista ou golfista – segundo as inclinações dele, claro –, que tenha opinião sobre a seleção, seja independente financeiramente, e tão bonita quanto Fanny Ardant, tão feminina quanto Jacqueline Bisset, tão boa mãe quanto foi a dele, mas que na hora certa vire uma louca desvairada de desejo – por ele, claro. Simples, não?

Eles não sabem o que estão perdendo. Se tivessem um pouquinho mais de sabedoria, perceberiam que não há nada melhor do que um bom aconchego durante e depois de uma crise de choro. É preciso que as mulheres às vezes chorem, ou nunca poderão deitar a cabeça num ombro masculino, que é tão bom. Se ninguém mostra suas fraquezas, nenhuma relação pode existir, seja ela de amizade ou de amor – paixão é outra coisa. E as mulheres às vezes precisam de quem as console, só que os homens não sabem, já que elas não choram mais...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS

E se houvesse uma forma de tirar de sua mente todas as lembranças daquele/a que te fez sofrer? Vc  toparia? No filme, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento entre ambos desse certo, mas fracassaram. Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude, Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental. Porém, no meio do processo, ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória os quais ela não havia participado. Começa aí uma viagem frenética pelas memórias deste homem tentando manter viva qualquer lembrança desta mulher. Não vou contar mais senão estraga. Só posso acrescentar que Jim Carrey e Kate Winslet estão formidáveis nos papéis principais.
Assistindo ao filme fiquei pensando se teria coragem de retirar da minha mente as lembranças de uma pessoa ou de um período. Creio que não. Se cheguei até aqui com estas lembranças talvez consiga seguir em frente. Mas creio que possa ser tentador para aqueles que sofrem por amor.

SAUDADE QUE ME VIRA PELO AVESSO

Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço

Yvone Lara E HermÍnio Bello De Carvalho

Tristeza rolou nos meus olhos
Do jeito que eu não queria
Invadiu meu coração
Que tamanha covardia

Afivelaram meu peito
Pra eu deixar de te amar
Acinzentaram minh'alma
Mas não secaram o olhar

Saudade amor, que saudade
Que me vira pelo avesso
E revira meu avesso
Puseram a faca em meu peito
Mas quem disse que eu te esqueço
Mas quem disse que eu mereço

Saudade amor, que saudade
Que me vira pelo avesso
E revira meu avesso
Puseram a faca em meu peito
Mas quem disse que eu te esqueço
Mas quem disse que eu mereço

quarta-feira, 31 de março de 2010

UMA OU DUAS VEZES POR ANO

Tivemos um relacionamento curto há muito tempo atrás. Há alguns anos, nos reencontramos por acaso. Ele viaja a trabalho e pelo menos duas vezes por ano passa alguns dias na cidade onde moro. Resumindo o que acontece: ele manda um e-mail algum tempo antes dizendo dia e hora para nos encontrarmos. Nos amamos e depois cada um continua com a sua vida. É um segredo nosso, mas gostaria de compartilhar esta história com as leitoras deste blog.
Funciona assim: Do envio do e-mail até a hora de encontrá-lo, tento não pensar por que, se ficar pensando, o tempo não passa. No dia, banho demorado, perfume, roupa nova. Ele liga dizendo que já está esperando. Pego o carro e vou até ele. A partir do momento que paro o carro e o vejo, pronto, tudo fica nebuloso, como em um transe. Nem as minhas memórias são claras. Me lembro de sair do carro e ir andando até ele. Agora não sei bem se estava andando ou quase correndo antes de abracá-lo. Lembro do cheiro dele. Lembro dele retribuindo o abraço. Lembro de entrarmos no carro e ele me beijar. Lembro da sensação de ser desejada ardentemente por um homem. Lembro de conversarmos até o motel. Lembro de descer do carro e depois lembro de fechar os olhos. Sim, certamente é um transe. Eu lembro de tudo e não me lembro de nada. Só 'acordo' quando chego em casa. Pra mim, o prazer intenso se transforma em dor intensa, mas do mesmo jeito que o prazer veio sem avisar, a dor também acaba indo embora. O que acontece com ele,  não sei dizer, tenho a ilusão romântica que também dói pra ele ficar longe de mim. Passada a 'ressaca' do amor, tudo continua igual... até a chegada da próxima mensagem.

SOU MADRASTA

Não é fácil ser madrasta. E digo isso mais por mim do que propriamente pelas minhas enteadas. Sim, tenho duas enteadas, e há 10 anos estou com o pai delas. Hoje, elas têm 15 e 18 anos e, sendo bem sincera, elas nunca me deram o menor trabalho. Acho que se fosse eu como enteada (mesmo depois de adulta) daria muito trabalho para a minha madrasta, tamanho o amor e o ciúme que sempre tive do meu pai. Costumo brincar dizendo que elas são ‘insuportavelmente boazinhas’, porque não posso nem brigar com elas ou fazer um drama pro pai delas dizendo que elas estão me incomodando ou algo do tipo. Mas, no meu caso, ser madrasta não é fácil pelas minhas próprias reações e pela maneira como o pai delas sempre lidou com essa relação eu – ele – elas. Não moramos na mesma cidade há cerca de 5 anos, e elas sempre vão 2 vezes por ano ficar uns dias com o pai. Sempre tive muito ciúme e me senti preterida. Não sei explicar bem. Eu sei que são relações diferentes (pai e filhas – homem e mulher), mas eu nunca me senti prioridade na vida dele. Sentia que o amor que ele tem por elas ele nunca teria por mim e que, talvez, um dia se elas soubessem o poder que têm sobre ele eu estaria perdida. Na verdade, ele já havia terminado comigo duas vezes quando namorávamos e tudo por causa delas, de não saber lidar com a situação de estar com outra pessoa que não a mãe delas, pelo medo de perder o amor delas, essas coisas que só quem tem filho pode entender. Eu acho que alguma coisa na minha relação com elas quebrou, acho que o tempo que tínhamos para termos nos apegado passou. Eu gosto delas, mas não sinto que fazem parte da minha família. Temos uma relação distante. Talvez isso melhore com o tempo, ou talvez seja melhor assim...

segunda-feira, 29 de março de 2010

UM AMOR COMPLICADO

Tenho 41 anos. Tive uma adolescência complicada, tanto que tenho recordações da minha infância desde antes de completar dois anos de idade. São flashes, de alguns acontecimentos, mas por algum motivo sentia a necessidade de já começar a cuidar de mim mesma desde esse tempo. Meus pais procuraram fazer o melhor, mas eram imaturos. Não bebiam, não fumavam, não se drogavam e eu nunca me lembro de ter apanhado, a não ser uns safanões que às vezes minha mãe me dava, porque sempre fui muito arteira. Hoje, as palavras seriam diferentes, diriam que era uma criança muito esperta e inteligente, mas já nessa época fui aprendendo a amadurecer e conter minha "espontaneidade". Aos 12 anos, tive minha 1ª paixão, mas todos da família foram contra e não deu certo. Aos 13 anos, nos reencontramos, mas apesar de jogar todo charme em cima de mim, começou a namorar minha prima, que na época eu considerava minha melhor amiga e a quem eu confessava meus sentimentos. Não tive apoio de ninguém, aguentei sozinha a minha decepção.
Meu pai foi um homem muito carinhoso para uma criança, mas devido aos traumas da família dele, um pai totalmente repressor para uma adolescente. Minha irmã casou cedo e foi viver a vida dela, mas eu tinha uma sede de vida, de conhecer o mundo, de sair, me divertir, conhecer gente, ir a restaurantes finos, botecos, boates, e para ele, tudo era feio e proibido, menina direita não devia viver assim.

Infelizmente, meu pai morreu cedo, quando eu tinha 24 anos, de maneira trágica. Depois de passado o luto, passei a viver tudo o que antes era proibido. De lá até os 36 anos, só tive namoricos e decepções: o famoso dedo podre. Tive alguns que pareceram que talvez fossem pessoas mais leais e verdadeiras, mas para esses só sobrava o meu desprezo. Sempre escolhia aqueles que não me queriam, ou não me levavam a sério, ou só brincavam com meus sentimentos. Acho que um tipo de boicote inconsciente, paixões que duravam 2, 3 anos e não me levavam a nada. Namoros não passavam de 6 meses.

Aos 36 anos conheci um cara diferente, fisicamente e emocionalmente. Um pai solteiro, já intitulado como complicado por todos que o rodeavam, que por 8 meses insistiu para que ficássemos juntos. Dizia que eu era a mulher que ele sempre tinha esperado, que outras o rodeavam, mas que ele dizia, "Não, é com ela que eu quero ficar". Apesar das dificuldades da vida, sempre fui uma pessoa espontânea e alegre, e foi assim que ele me conheceu. Depois da insistência de 8 meses, achei que era uma pessoa que valeria a pena eu investir, porque deveria ser um desejo verdadeiro, nunca alguém tinha insistido tanto em ficar comigo. Assim começamos a namorar.

Ele é uma pessoa encantadora, sedutor, inteligente, bonito de um jeito especial e o que mais me encantou foi que o achei autêntico, pensando que assim eu também poderia ser. Complicado sim, pai solteiro, com uma mãe que usava o filho como moeda para tê-lo, e depois descobri que eles tinham uma relação marital, mas não carnal. Me vi numa situação completamente diferente, às vezes sendo escondida por ele para que ela não soubesse que ele estava namorando. Demorou 1 ano até que ele me assumisse perante a mãe do filho. Eu não podia frequentar a casa dele, as festas de aniversário do filho, não tinha contato nenhum com o filho. Isso durou dois anos. Dois anos de muito sofrimento, humilhações e solidão.

Nesse tempo, ele foi viajar duas vezes com o filho e a mãe do filho, dias de total desespero para mim. Eu não tinha ciúme dela propriamente, mas sim da posição que ela tinha na vida dele. Existiam passeios dos três no shopping, no clube, nos restaurantes e meus amigos vendo tudo isso, orgulho não é algo fácil de se dominar. Nesse tempo o irmão dele conheceu uma pessoa que foi apresentada ao filho, enquanto eu, a "namorada" de quase dois anos inexistia na vida do filho e continuava não frequentando a casa dele. Tinha contato com os pais dele, com os tios, com os amigos, mas o principal, para o filho, eu não existia. Isso foi demais para mim e resolvi terminar, não suportava mais essa situação de rejeição e exclusão. Isso foi um pouco antes de completar 39 anos.

Ele ficou inconformado, me ligava muitas vezes, tínhamos brigas horríveis. Uma violência emocional. Eu já fazia terapia há algum tempo, mesmo antes de namorá-lo, porque sempre soube que precisava de ajuda profissional, pois fora os grandes amigos que eu tenho, não tenho com quem contar. Ele marcou de viajar com o filho logo após o Réveillon, mas o filho tinha 4 anos e não quis ir sem a mãe. No fim, ele pediu que eu fosse junto com ele já que o filho não iria, e vendo todo o sofrimento dele, engoli mais uma vez o orgulho e fui, pensando que isso não nos faria voltar, pois precisava de uma posição e mudanças concretas na nossa relação, mas acabamos voltando.

Passaram-se dois meses, e nada mudou. Mais uma vez cansada, tomei novamente a posição de terminar a relação, isso 1 semana antes do aniversário dele, pois ele já tinha decidido que iria para a casa dos pais, numa cidade próxima e que eu não iria junto. Não suportei mais essa exclusão e fui viajar com umas amigas, assim ele poderia passar o aniversário com quem era prioridade maior na vida dele: o filho. Deixo bem claro, que nunca tive nada contra o filho, pelo contrário, mesmo sem conhecê-lo, nutria um afeto imenso pela criança, pois verbalmente, ele dividia todas as fases de crescimento e descobertas dele.

Quando voltei, ele passou a me ligar novamente, dizendo que havia falado com a mãe do menino, explicando tudo e dizendo que dali por diante eu iria passar a conviver com o filho, etc., mas eu já havia tomado a minha decisão de esquecê-lo, já não acreditava em mais nada e não perdoava todo o sofrimento que ele havia me infligido. Quando ele me ligou, disse que já não adiantava mais, que o tempo já havia passado e que eu não tinha mais estrutura para suportar essa situação.

Depois de dois meses de muitos telefonemas e de muitas brigas e também eu não atender mais o telefone, pois já estava exaurida, tive um convite de uma amiga para viajar para Buenos Aires. Nessa época, estávamos novamente conversando, e com esperanças de volta, mas quando ele soube que eu iria viajar, acabou comigo. Ele tem esse poder, consegue com poucas palavras fazer eu me sentir o pior dos seres humanos existentes na face da terra. Eu que sempre fui amiga, companheira, que até jogo de futebol assistia com ele.

Depois que voltei, ele um dia inventou que estava passando mal no hospital, e eu saindo da festa de aniversário de uma amiga, fui acudi-lo. Após a consulta, ficamos pelo menos umas duas horas na porta do hospital discutindo as mesmas coisas, ele querendo que eu aceitasse as condições dele e eu dizendo que não iria aceitar, que na verdade não tinha condições físicas para isso, pois eu realmente fico doente com essas situações. Lá naquela porta de hospital, eu dei um prazo de 15 dias para estar almoçando na casa dele com o filho, entrar na casa dele, ter uma vida "normal" de casal de namorados. Mas isso não aconteceu em 15 dias, isso demorou 2 anos para acontecer. Passei até a ir à cidade dos pais dele com o filho, mas voltávamos no mesmo dia.

Nesta época, eu e o filho tínhamos uma ótima relação, mas, mesmo assim, eu podia transar na casa dele, mas tinha que ir embora à noite. Até que em novembro de 2009, cansei dessa história também e dei um ultimato. Queria casar, agora de papel passado e tudo mais, porque achei que somente assim as coisas poderiam se resolver. Ele fez um acordo que eu poderia dormir na casa dele de sábado para domingo, e que depois do Réveillon voltaríamos a conversar sobre isso. Engraçado o que é o amor, eu novamente aceitei essa proposta.

Dia 12 de dezembro de 2009, quando eu fui dormir na casa dele, pela terceira vez, sobrou muita comida do jantar e eu propus que guardássemos para o almoço do domingo, mas ele me respondeu que iríamos almoçar fora, porque ele me deixaria em casa, pois como iria viajar naquela tarde a trabalho, ele não queria que eu estivesse na casa dele quando ele fosse se despedir do filho. Para mim, aquela foi a gota d´água que fez o copo transbordar, nem meu orgulho, nem minha tolerância não conseguia mais suportar isso. Eu que dava comida na boca do filho dele estava excluída desse momento? Acabei dormindo na casa dele porque era tarde e estava tentando ponderar essa situação, mas acordei pior pela manhã e pedi que ele me levasse para casa. Quando ele me deixou em casa, apenas me disse, temos algo pra falar? e respondi: não, não temos mais nada. Ele me disse: 'Vai com Deus' e foi embora.

Nos falamos algumas vezes, sempre brigando, e ele ainda confirmou que o convite para eu passar o Natal na casa da mãe dele era para eu dormir no quarto dos filhos e ele dormir na cama de casal com o filho. Depois disso, resolvi que iria para São Paulo na casa de uma amiga passar o Natal, já que eu não fazia mesmo parte dessa família. Ainda no dia 23 ele me chamou para uma conversa, colocou no papel tudo o que eu queria, disse que tudo era justo, mas que o filho não deveria saber que eu dormia na casa dele. Eu disse que aceitava as limitações dele, mas que infelizmente isso era um ponto crucial, que não fazíamos nada de errado, e que eu respeitava o filho dele e que eu não aceitava para mim essas condições, aliás, não aceitava mais condições nenhuma, não queria mais rejeições, exclusões ou qualquer coisa do tipo.

Fui a São Paulo, mas foi um Natal horrível, fui até à praia, mais depois de dois dias queria voltar para casa, tive uma crise de pânico, de stress, de desespero. Dia 30 de dezembro estava voltando para minha casa. Até hoje não sei como consegui vir naquele ônibus, no vôo atrasado, como cheguei em casa. Liguei para ele dia 31, mas ele estava furioso, me acusou de ter estragado o Natal dele, da família, do filho. Prometi então que não ligaria mais para não estragar mais nada. Depois de 50 dias ele me ligou e passei a atender ao telefone. Um dia nos encontramos no clube e o filho foi me cumprimentar. Levei o filho até ele e ele me beijou e eu correspondi. Logo à tarde ele estava na porta da minha casa, querendo subir, o que eu neguei.
Depois de alguns dias ligou de novo, para eu ir na casa dele, e eu expliquei que não poderia ser assim, que a gente tinha muitas coisas para acertar do que resolver com sexo.

Mas um dia ele me passou uma mensagem, e como estávamos conversando civilizadamente liguei, mas ele surtou e brigamos feio, a ponto de eu passar mal e ter que procurar ajuda no psicólogo. Como falei, ele com poucas palavras consegue me fazer sentir abaixo do chão. Por conselho do psicólogo, não atendi mais aos telefonemas. Liguei apenas no aniversário dele, no que ele insistiu em me ver, mas não respondi nem as mensagens e desliguei o telefone.Depois de quase 20 dias, ele me ligou e atendi, pediu se poderia passar na minha casa e eu aceitei, ele foi super carinhoso, me abraçou, nos beijamos e nos despedimos.

Ele sempre reclamou que todas as vezes que terminamos, sempre é ele que vem atrás, pois tive uma esperança que depois de tanto sofrimento, dele até ter ido ao meu psicólogo, as coisas poderiam melhorar e liguei para ele. Liguei umas 4 vezes, e até me ofereci para buscá-lo no aeroporto, mas o carro dele estava no estacionamento. Ele disse que quando eu fiz isso o coração dele se encheu de alegria. Mas, na ultima ligação que ele me fez, disse que ia na casa de um amigo e precisava levar uma vodka. Eu como tenho algumas fechadas da sobra do meu aniversário, ofereci para ele passar em casa e pegar. Ele se espantou com meu oferecimento e disse que era melhor não porque teria que passar na minha casa. Eu perguntei: Ué, vc não quer me ver? E, sem mais nem menos, esse homem surtou. Disse que eu pensava que ele era um palhaço, que era só eu estalar os dedos que ele voltava, e muitas outras insanidades. Que não era assim, que EU deveria pedir desculpas por não tê-lo atendido muitas vezes, que se eu pensava que depois de tudo isso eu iria levar minhas coisas para casa dele que eu estava muito enganada, envolveu o filho, que eu os tinha abandonado, etc. E eu esperando que ele se tocasse de que uma mulher de 41 anos e um homem de 46 anos, solteiros, não haveria impedimento para sermos companheiros, vivermos juntos e sermos felizes.

É uma pena, pois apesar desses surtos, ele realmente é uma pessoa especial, e sinto que será muito difícil encontrar uma outra pessoa com o entendimento cultural que nós tínhamos. Desperdiçar esses encontros da vida, tão raros hoje em dia, de tanto amor, com neuroses e ainda recusar-se a tratá-las... Entrego nas mãos de Deus, apesar de tudo, valeu pelos bons momentos, pois a balança pendeu negativamente, mas os momentos felizes que eu tive com ele foram os momentos mais felizes da minha vida. Pena que o preço disso tenha sido tão caro e que fisicamente e emocionalmente eu não tenha condições de arcar com isso.

Hoje eu desisto do sonho de ser feliz com esse homem, pois essa gangorra de felicidade e tristeza é capaz de acabar com a insanidade de qualquer ser humano, e eu não quero isso.

O MESMO SONHO DESDE MENINA

Estudei em colégio de freiras por onze anos. O uniforme era uma saia plisada, cheia de pregas, azul escuro e longa que usavamos com uma camiseta branca, meias brancas compridas e tênis.
Desde aquela ápoca, sonhava que já estava na escola e quando percebia estava sem saia, só de camiseta, calçinha, meia e tênis. No sonho, corria pro banheiro e ficava escondida esperando alguém me ajudar. Tinha este sonho com frequência quando era criança.

Quando começei a trabalhar, tinha o mesmo sonho. Mas agora eu estava no meu local de trabalho, sem calças, só com blusa. Da mesma forma, ia ao banheiro esperar alguém que pudesse me ajudar. Tinha este sonho com frequência quando comecei a trabalhar.
Ontem mesmo, tive este sonho. Estava andando na cidade e quando percebi, sem saia, sem calça ... Quando acordei, fiquei pensando o motivo deste sonho me perseguir por tanto tempo ... O que significa isto? Por que o sonho se repete e se adapta ao contexto no qual estou inserida naquele momento?
Segundo a wikipedia, podemos interpretar os sonhos através de uma abordagem psicológica na qual: Os sonhos seriam uma demonstração da realidade do inconsciente. Sendo estudados corretamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo. Fazendo uma analogia séria como uma "fotografia" do inconsciente. Por isso, o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional. Os sonhos têm uma linguagem própria. Pensemos no seguinte exemplo: Ao ver duas pessoas estrangeiras que falam um idioma que não é do nosso conhecimento, nunca diriamos que elas não sabem falar. Na verdade, o problema é que não conhecemos aquela língua (sua estrutura, sua gramática, etc). O mesmo acontece com os sonhos. Sua linguagem são os símbolos. Para entender seus variados conteúdos, temos que estudar os símbolos. Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de desenhos, Carl Gustav Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos.

Procurando o significado destes sonhos em sites da internet, me surpreendi:
"Estar parcialmente despido ou inteiramente nu é prenúncio de muita sorte com dinheiro."
"Significado sonhar com Nudez. De mulher: noivado à vista, com casamento logo em seguida"
"Nudez - Você tem desejos muito secretos e íntimos."

Bom, até que parece bom!!!!! Sorte, dinheiro, casamento, desejos!!!! Mas o que realmente o meu inconsciente quer me dizer?

quinta-feira, 25 de março de 2010

DANDO OUTRA CHANCE A NÓS DOIS

Contando pro meu marido (agora ex) sobre a traição, sabia que estava jogando fora a chance de continuarmos ao menos amigos, já que reconciliação eu não queria mais mesmo. Eis que, para minha surpresa, as coisas começaram a mudar. Não sei explicar como, nem o porquê, mas ele começou a dizer que não conseguia ter raiva de mim, que queria que eu me arrependesse do que eu fiz, que ele estava sofrendo muito ao saber disso, que ele não dormia mais, que chorava, que me xingava, mas que não conseguia me tirar da cabeça. Agora, além de mim, nos ‘fantasmas’ que habitavam aquele apartamento, ele via esse cara. E aí ele começou a me ligar bêbado, a me ligar pedindo pra voltar, a me ligar chorando como uma criança... Até que um dia discutimos feio no telefone, quando ele disse que se eu já estava decidida a não voltar é porque eu nunca o havia amado e etc. Eu disse que não queria mais falar com ele, pelo menos pelo telefone, porque isso estava nos fazendo mal, principalmente pra ele. Eu sabia que ele viria pra minha cidade dali a alguns dias pra resolver algumas coisas que não se referiam a nós, e disse que iríamos conversar pessoalmente quando ele viesse. Logo depois, ele me ligou pra saber onde era o pronto-socorro mais próximo do nosso apartamento porque ele estava sentindo dor no peito e falta de ar. Eu fique apavorada! Ele foi até o pronto-socorro e sua pressão estava muito alta, foi medicado e voltou bem para casa, graças a Deus. Daí em diante, não sei se a ‘ficha dele caiu’, mas ele diz ter percebido que sou a mulher da vida dele, que ele me amava, que tinha sido um idiota, essas coisas. Eu continuei firme, sempre achando aquilo uma bobagem, até porque sabia que o tempo ia passar, que ele estava assim por carência, e que eu já havia nos dado uma chance há um ano e meio atrás quando quase chegamos de verdade à separação também. Ele chegou e fomos conversar. Ele me olhava como se nunca tivesse me visto antes, um olhar de apaixonado, e eu impassível, e ainda dando risada e achando ele maluco. Como alguém muda tanto assim em 30 dias??? Ele tremia ao começar a conversa, ao dizer o quanto estava arrependido, me pedia perdão por ter me feito sofrer, chorava, me pedia uma chance, me pedia para que eu não desistisse de nós, nem dos nossos 10 anos juntos e fomos pondo tudo em pratos limpos. Foi uma conversa dura e eu estava irredutível mesmo... Nem eu sabia estar tão magoada, triste, chateada... foram mais de 4 horas de conversa, grito, choro, e ele me prometendo que tudo seria diferente. Fomos embora e eu não conseguia parar de pensar em tudo o que havíamos dito. Parecia que um caminhão tinha me atropelado, de tão desgastada que estava, o corpo dolorido e a cabeça a 1000! Acho que ele quer me enlouquecer! Recomeçar ... de novo?????? Por quanto tempo ia durar agora ??? Mais um ano e meio como da outra vez? Mais 2, 3, 5 anos? Eu não queria mais incertezas, e sim estabilidade na minha vida. Não sabia o que pensar. Precisava de um tempo. Ele me mandou um email reforçando o que havia dito e no dia seguinte quis me ver de novo. Conversamos mais e mais, falamos dos nossos planos, do que queríamos para as nossas vidas, do que não queríamos mais,...Eu falei dos meus medos, das minhas inseguranças, das minhas expectativas e senti sinceridade nos olhos e nas lágrimas dele. Às vezes, me sentia uma boba, me perguntando como posso mudar tão rápido, se até ontem eu tinha CERTEZA de que não o queria mais, que já tinha lutado tudo o que podia enquanto estávamos juntos, e agora com ‘meia hora’ de conversa ele já me ganhava de novo. Mas deixei tudo isso pra lá e resolvi dar outra chance pra nós. Se estou certa ou errada só o tempo irá dizer, porque pra ver se tudo o que ele disse é verdade eu tenho que apostar de novo todas as minhas fichas e me entregar de novo de corpo, alma e coração como sempre fiz. E como diz a canção...








“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração e quem irá dizer que não existe razão...”

terça-feira, 23 de março de 2010

SUPERANDO UMA PAIXÃO - EM DIÁRIOS (CONTINUAÇÃO)

DIÁRIO 9

Será mesmo que uma paixão pode ser superada? Será que é possível passar por cima deste sentimento e seguir como se nada tivesse acontecido? Me lembro da propaganda de um carro que dizia: "Sua vida te trouxe até aqui." Esta paixão me trouxe até aqui... ela é parte do que sou hoje, o que eu sou hoje não existiria sem esta paixão. Estou pensando que, ao invés de tentar superá-la, esquecê-la, arrancá-la, eu poderia tentar me concentrar naquilo que ela me trouxe de bom: certamente mudou minha concepção sobre a vida, escancarou a minha fragilidade, me fez sentir como uma adolescente de 15 anos (isto não tem preço!!!! Mentira.... tem um preço altíssimo), me fez deixar de ser preconceituosa, me fez retomar antigas amizades pela necessidade urgente de saber se era eu que estava ficando louca ou se o que eu sentia era algo típico de uma mulher.
Bom, tudo isto é muito interessante, mas não muda o fato de eu ser apaixonada por um homem que não é meu, que não está ao meu lado, e quando está, me satisfaz sexualmente e depois some porque é covarde demais pra lidar com o que sente e dar uma reviravolta na sua vida (Prefiro acreditar que ele é covarde do que concluir que ele, na verdade, não me ama). Enquanto supero/esqueço/convivo/me acostumo .... estou vivendo a minha vida. Não deixei de fazer nada. Continuo trabalhando, produzindo, me divertindo. O choro deu uma trégua. É só na hora de fechar os olhos pra dormir.... aquela hora de abraçar o travesseiro ... é a hora que o peito dói, que a garganta seca. São apenas alguns minutos, mas ainda sim, dói.

DIÁRIO 10

Sempre sonho com ele ... mas agora tô tendo o mesmo sonho ... repetidas vezes. Eu tenho um celular e fico tentando ligar pra ele. As vezes não completa, as vezes cai na caixa postal, as vezes não atende, muitas vezes eu não consigo teclar o número direito de tão nervosa.... e eu choro...choro e fico tentando ligar. A NOITE TODA. Acordo exausta, triste, deprimida. Não precisa ser uma especialista em sonhos pra entender... é esta sensação de não ter acesso, de não poder contar, de não ter importância na vida dele. É uma sensação de abandono, como uma criança esquecida pelos pais.

CADA AMIGA, UMA AMIGA


Quando eu era pequena,
acreditava no conceito de apenas uma melhor amiga para toda vida
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.



É preciso uma amiga quando
você está com problemas com seu homem.
É preciso outra amiga quando
você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda ou muito magra,
 muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema,  ao teatro, ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.

Uma amiga dirá 'vamos rezar',
uma outra 'vamos chorar',
outra 'vamos lutar',
outra 'vamos fazer compras',
outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
outra 'vamos numa vidente',
outra 'vamos tomar um porre',
outra 'vamos paquerar',
outra 'vamos para um SPA',
outra ‘vamos mandar às favas’

Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais,
sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá
que é uma resposta divina...
Uma outra amiga atenderá à sua loucura por filmes, livros e DVDs...
uma outra à sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos,
uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga atenderá seu desejo por chocolates,
outra por quadros, decoração,
outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email,
outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos, outra estará a milhares de KM, mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor
e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida,
quer você a veja pessoalmente ou não,
independente da ocasião,
quer seja o seu casamento,
ou apenas uma segunda-feira chuvosa,
todas são suas melhores amigas
e estarão presentes como puderem.



Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade... Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas, ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda através de um bom livro ou de um programa na TV...Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha, mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas, elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!