domingo, 28 de fevereiro de 2010

O QUE BEYONCE NOS ENSINA?

Beyonce é uma das mulheres mais famosas influentes e lindas do mundo. Assistindo o DVD do seu último show, I AM YOURS... descobri que ela é tb uma mulher com conteúdo, que tudo que ela conseguiu vem de estrutura familiar forte, de seus princípios, de sua ousadia. de sua impetuosidade e de sua coragem.
E aquele cabelo? Meu Deus, como eu gostaria de ter uma cabelo daquele .... enrolado, liso, de qualquer jeito é lindo .... E o maridão? Nossa, um sucesso!!!! No show, ela fala que as vezes as pessoas que amamos se acomodam e não pensam que podem sim ser substituídas se não acordarem pra 'vida'. Adoro esta música. Ela deixa claro.... ou o cara dá valor.... ou fora com ele.....MANIFESTO FEMINISTA. Leiam abaixo:
IRREPLACEABLE/ Insubstituível

To the left, to the left À esquerda, à esquerda
To the left, to the left À esquerda, à esquerda
To the left, to the left À esquerda, à esquerda
Everything you own in the box to the left   Tudo o que é seu bote na caixa à esquerda
In the closet, that's my stuff
No armário, são as minhas coisas
Yes, if I bought it, then please don't touch Se eu comprei, por favor não toque.
And keep talking that mess that's fine E você continua falando besteira, tudo bem
But could you walk and talk at the same time? Más você pode andar e falar, ao mesmo tempo?
And It's my name that is on that jag E é o meu nome que está naquela bolsa
So come move your bags, let me call you a cab Então vá arrumar as suas malas, deixe eu chamar um táxi pra você
Standing in the front yard Parado no jardim, me dizendo
Telling me how I'm such a fool Como eu sou uma boba, falando
Talking about how I'll never ever find a man like you Que eu nunca vou achar um homem como você
You got me twisted Você não me entendeu
You must not know about me, you must not know about me  Você não deve saber nada sobre mim, você não deve saber nada sobre mim
I could have another you in a minute  Eu poderia arrumar outro como você num minuto
Matter of fact, he'll be here in a minute, baby  Na verdade, ele estará aqui num minuto, baby
You must not know about me, you must not know about me  Você não deve saber nada sobre mim, você não deve saber nada sobre mim
I can have another you by tomorrow Eu posso ter outro como você para amanhã
So don't you ever for a second get to thinking  Então, você, nem por um segundo, pense
You're irreplaceable  Que você é insubstituível
So go ahead and get gone, call up that chick  Então vá em frente, ligue para aquela garota
And see if she's home  E veja se ela está em casa
Oops, I bet you thought that I didn't know  Oops, aposto que você achava que eu não sabia
What did you think I was putting you out for?  Por quê você acha que eu te mandei pra fora?
Because you was untrue  Porque você foi mentiroso
Rolling her around in the car that I bought you  Andou por aí com o carro que eu comprei pra você
Baby, drop them keys  Baby, me dê as chaves
Hurry up before your taxi leaves  Ande logo, antes que o seu táxi vá embora

Assista em: http://www.youtube.com/watch?v=PbXmFHYfIJs

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

QUERIA SER AMADA ASSIM....

É mágico o instante em que eu te encontro

É Bálsamo que invade o meu peito
Me sinto tão feliz que fico tonto
Por mais que eu evite não tem jeito
Você tem um poder que me domina
Me ama quando quer e eu aceito
Sou sempre levado por seu beijo
Que tem sempre a emoção da primeira vez
Que deixa as mãos suadas de desejos
Eu quero sempre mais te amar outra vez
Você tem tudo a ver com a minha vida
Não é mais impressão agora eu sei
Sabe de mim, como se lesse meus pensamentos
Fala com os olhos, quando me olha eu não agüento
E fico assim em suas mãos feito um menino
As vezes acho que você é dona do meu destino

(Instante Mágico, Rick e Renner)

SAUDADE AMOR, QUE SAUDADE ... QUE ME VIRA PELO AVESSO

Saudade.... Saudade do que?
Saudade dos beijos famintos
Saudade do entra e sai com força
Saudade do suor da testa caindo no meio dos seios
Saudade das mãos puxando os cabelos
Saudade de ficar presa
Saudade de estar de costas, sem ter como reagir
Saudade dos tapas
Saudade das palavras obcenas
Saudade de tudo
Saudade de ser mulher nas suas mãos
(Anônimo)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

NO FIM, SÓ RESTA DESEJAR BOA SORTE

Bom, tem mulher que gosta de fazer escândalo, de convocar as amigas e chorar até ficar inchada, de  quebrar o vidro dianteiro do carro, rasgar as roupas, difamar o sujeito pra família toda (a dela e a dele claro), colocar a culpa toda nele, levar tudo embora (não deixar nem uma toalha de banho pro sujeito se secar), planejar uma vingança a curto ou longo prazo, se oferecer para o melhor amigo, transar com o melhor amigo, começar a encarar a vida como o Garfield encara a segunda-feira .... mas a verdade é que, no fim de um relacionamento, só resta mesmo desejar boa sorte ... fazer o que, né?
Vanessa da Mata e Ben Harper descreveram este momento perfeitamente na canção abaixo.

Boa Sorte / Good Luck  

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That's itThere's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night


domingo, 14 de fevereiro de 2010

AINDA TENTANDO ENTENDER AS DIFERENÇAS ENTRE AMOR E PAIXÃO

Já mencionei em outra postagem o livro AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR.
Vamos retomar um trecho do capítulo inicial, no qual o autor fala sobre a paixão e o amor.


Estar apaixonado (a) é uma experiência eufórica. Um fica emocionalmente obcecado pelo outro. Dor­me-se pensando nele (nela). Levanta-se e aquela pessoa é a primeira coisa que nos vem à mente. Ansiamos por estar jun­tos. Gastar tempo um com o outro é como estar na antecâmara do céu. Quando andamos de mãos dadas, é como se nossos corações batessem no mesmo compasso. Beijaríamos um ao outro para sempre, se não tivéssemos de ir à escola ou ao trabalho. O abraçar estimula sonhos de casamento e êxtase. O rapaz apaixonado tem a ilusão de que sua amada é perfeita...
Somos levados a acreditar que, se realmente estivermos apaixonados, esse amor durará para sempre. Os maravilho­sos sentimentos dos quais partilhamos no momento nos acompanharão até o fim de nossas vidas. Nada se interporá entre nós. Estamos enamorados e aprisionados pela beleza e charme da personalidade um do outro. Nosso amor é a me­lhor coisa da qual já desfrutamos. Notamos que alguns ca­sais chegaram a perder esse sentimento, mas isso nunca acon­tecerá conosco. Fazemos, portanto, a seguinte colocação: “É possível que eles nunca tenham sentido um amor verdadeiro como o nosso!”
Infelizmente, a eternidade da paixão é uma ficção e não um fato. A psicóloga Dorothy Tennov desenvolveu longos estudos sobre este fenômeno. Após estudar os comportamen­tos entre os casais, ela concluiu que o tempo médio de exten­são da obsessão romântica é de dois anos. Se a paixão foi um fruto proibido, talvez dure um pouco mais. Eventualmente, todos nós descemos das nuvens e pisamos com nossos pés em terra novamente. Nossos olhos abrem-se e passamos a enxergar as “verrugas” da outra pessoa. Descobrimos que alguns de seus traços de personalidade são realmente irri­tantes. Seus padrões de comportamento aborrecem-nos. Pos­suem também capacidade para machucar e irar-se, e utili­zam também palavras duras e julgamentos críticos. Esses tra­ços que não percebemos quando estávamos apaixonados tornam-se agora enormes montanhas. Então nos recordamos das palavras ditas por nossa mãe e perguntamos a nós mes­mos: “Como pude ser tão tolo?”
Bem-vindos ao mundo real do casamento, onde fios de cabelo sempre estarão na pia e respingos brancos da pasta de dente estarão no espelho; discussões ocorrem por causa do lado de se colocar o papel higiênico: se a folha deve ser puxada por baixo ou por cima. E um mundo onde os sapa­tos não andam até o guarda-roupa e as gavetas não fecham sozinhas; os casacos não gostam de cabides e pés de meia somem quando vão para a máquina de lavar. Nesse mundo, um olhar pode machucar, uma palavra pode quebrar. Aman­tes podem tornar-se inimigos e o casamento um campo de batalha sem trégua.
O que aconteceu com a paixão? Que coisa! Foi uma ilu­são que nos enganou e levou-nos a assinar nossos nomes na linha pontilhada... na alegria e na tristeza. Não é de se admi­rar que tantos amaldiçoem o casamento e o ex-cônjuge, a quem um dia amaram. Além disso, se fomos enganados, te­mos o direito de ficar bravos. Será que foi realmente amor? Acho que sim. O problema é que houve falta de informação... A experiência da paixão não possui enfoque em nosso próprio crescimento, nem no crescimento e desenvolvimento do cônjuge. Dificilmente também fornece o senso de realização.
Alguns pesquisadores, entre eles o psiquiatra M. Scott Peck e a psicóloga Dorothy Tennov, chegaram à conclusão de que a experiência da paixão não deveria, de forma algu­ma, ser chamada de amor. Dr. Peck concluiu que o apaixo­nar-se não é amor verdadeiro, por três razões: Primeira, apaixonar-se não é um ato da vontade nem uma escolha consciente. Não importa o quanto desejemos, não con­seguimos apaixonar-nos voluntariamente. Por outro lado, mes­mo que não busquemos essa experiência, ela pode, simples­mente, acontecer em nossa vida. Muitas vezes apaixonamo-nos no momento errado e pela pessoa errada!
Segunda, apaixonar-se não é amor verdadeiro porque não implica em nenhuma participação de nossa parte. Qualquer coisa que façamos apaixonados, requererá pouca disciplina e esforço. Os longos e dispendiosos telefonemas realizados, o di­nheiro gasto em viagem para ficarmos juntos, os presentes, e todo trabalho envolvido, nada representam. Da mesma forma que os pássaros constroem instintivamente seus ninhos, a na­tureza da pessoa apaixonada impulsiona na realização de atos inusitados e não naturais, de um para com o outro.
Terceira, a pessoa apaixonada não está genuinamente in­teressada em incentivar o crescimento pessoal daquela por quem nutre sua paixão. “Se temos algum propósito em mente ao nos apaixonarmos, é o de terminar nossa própria solidão e, talvez, assegurar essa solução através do casamento”. A paixão não se focaliza em nosso crescimento pessoal e nem tampouco no da outra pessoa amada. Pelo contrário, a sensação é a de que já se chegou onde se deveria alcançar e não é necessário crescer mais. Encontramo-nos no ápice da felicidade e nosso único de­sejo é continuar lá. E nosso (a) amado (a), naturalmente, tam­bém não precisa mais crescer, pois já é perfeito (a). Esperamos somente que ele (ela) mantenha essa perfeição.
Se apaixonar-se não é amor, então o que é? Dr. Peck afirma: “E um componente instintivo e geneticamente de­terminado do comportamento de acasalamento. Em outras palavras, um colapso temporário das reservas do ego que constituem o apaixonar-se; é uma reação estereotipada do ser humano a uma configuração de tendências sexuais inter­nas e estimulações sexuais externas, as quais designam-se ao crescimento da probabilidade da união e elo sexual, ten­do em vista a perpetuação da espécie”.
Quer concordemos ou não com essa conclusão, os que dentre nós se apaixonaram e também saíram desse estado de paixão, concluirão que essa experiência arremessa-nos a uma órbita emocional diferente de qualquer outra que porventura experimentamos. A tendência é o rompimento com a nossa razão, o que nos leva a fazer e a dizer coisas que nunca faríamos, ou diríamos em momentos de maior sobrie­dade. De fato, quando saímos desse estado de paixão, ques­tionamos como pudemos ter feito tais coisas. Quando a onda da emoção passa e voltamos ao mundo real, onde as diferen­ças são notórias, quantos de nós fizeram para si a pergunta: “Por que me casei? Não combinamos em nada!” No entan­to, quando estávamos no auge da paixão, pensávamos que com­binávamos em tudo — pelo menos, em tudo que era importante. Isso significa que, por termos sido “fisgados” dentro da ilusão da paixão, encontramo-nos agora frente a duas opções: 1 — estamos destinados a uma vida miserável com nosso cônju­ge, ou 2 — devemos nos separar e tentar novamente? Nossa geração tem optado pela última decisão, ao passo que a anteri­or escolheu a primeira. Antes de concluirmos automaticamen­te o fato de que fizemos a melhor escolha, devemos examinar os dados. Atualmente, 40% dos primeiros casamentos, nos Es­tados Unidos, terminam em divórcio; 60% dos segundos e 75% dos terceiros, também. Pelo que se pode ver, a perspectiva de um segundo e terceiro casamentos felizes, não é muito atingi­da.
As pesquisas realizadas parecem indicar que existe uma terceira e melhor alternativa: reconhecer que a paixão é o que é — um pico emocional temporário — e então desenvol­ver o amor verdadeiro com nosso cônjuge. Esse tipo de sen­timento é de natureza emocional, mas não obsessivo. É o amor que une razão e emoção. Envolve um ato da vontade e re­quer disciplina, pois reconhece a necessidade de um cresci­mento pessoal. Nossa necessidade emocional básica não é apaixonar-se, mas ser genuinamente amado (a) pelo outro; é conhecer o amor que cresce com base na razão e na escolha e não no instinto. Preciso ser amado por alguém que escolheu me amar, que vê em mim algo digno de ser amado...
Amor racional, volitivo é o tipo de amor para o qual os sábios nos conclamam.
Essa é uma boa notícia aos casais que perderam seus sentimentos de paixão. Se o amor é uma opção, então eles possuem a capacidade de amar após a experiência da paixão haver passado e regressarem ao mundo real. Esse tipo de amor inicia-se com uma atitude — o modo de pensar. Amor é a atitude que diz: “Sou casado (a) com você e escolho lutar pelos seus interesses!” Então, os que optam por amar encontrarão formas apropriadas para demonstrar essa decisão.
Alguém pode comentar: “Isso parece tão estéril! Amor como uma atitude e com um comportamento apropriado? Onde estão as estrelas cadentes e as fortes emoções? Onde ficam a ansiedade do encontro, a piscada de olho, a eletricidade do bei­jo e o entusiasmo do sexo? E a segurança emocional de se saber que ocupamos o primeiro lugar na mente da outra pessoa?”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

OBRIGADA POR TUDO

Abaixo está o e-mail enviado por uma amiga ao homem pelo qual foi apaixonada por quase dois anos. Na minha opinião, o texto deveria virar cartão de término de relacionamento .... acho que ia vender igual água:

"Querido,
Obrigada por tudo
Obrigada por me fazer mulher na cama, por me satisfazer como nunca tinha acontecido ... isto me fez retomar minha auto-estima, me sentir mulher novamente, me apaixonar novamente.
Obrigada por, desde o início, deixar claro suas prioridades ... isto me instigou a querer mais, a ver até onde eu conseguiria ir para ganhar importância.
Obrigada por dizer que me amava ... me deu a falsa sensação de estar ganhando terreno, de vislumbrar um futuro.
Obrigada por ser um grande covarde .... fez com que eu também me acorvadasse e não fizesse as loucuras que pretendia fazer,
Obrigada por fazer seus joguinhos .... apimentou o sexo e me fez sentir mais prazer, muito mais prazer.
Obrigada por me mostrar meu lugar, por me deixar esperando e não aparecer .... me fez ver que há um limite das coisas que se pode fazer em nome de uma paixão.
Obrigada por me humilhar, por me menosprezar, por me deixar excitada e sumir .... me fez relembrar que ninguém pode desejar alguém que não se dá o devido valor.
Obrigada por deixar de me desejar .... tornou mais fácil constatar que não há mais nada que nos une.
Obrigada por me decepcionar profundamente ..... me fez ver que chegamos ao limite .... acabou .... nem mesmo a amizade foi preservada ..... cada um seguindo sua vida.
Obrigada por tudo e seja feliz.
Te agradeço também por antecedência o fato de vc nunca, nunca mais me procurar"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ANJO DA GUARDA QUE NADA!!!!!

Esta minha amiga é ótima.... O marido dela parece que tem mel.... a mulherada vive dando em cima dele. Ao saber que uma conhecida estava sendo atenciosa demais, preocupada demais e grudenta demais, ela mandou uma e-mail pra ela agradecendo sua "boa vontade". Confiram o trecho abaixo:
"Oi Fulana, Tudo bem com você? Tenho acompanhado pelo XXX que você é uma espécie de "anjo da guarda" dele, escoltando-o por toda parte. Que bom poder contar com amizades assim!!!
Ra, ra, ra .... Tomô bruaca? Vai cuidar do que é teu, não do que pertence a outra!!!!!!!!!!!!

"O PAU"

Desde que descobri que a Fernanda Young era uma das autoras da série “Os Normais”, que eu adoooooro, passei a admirar seu trabalho e querer saber mais sobre ela. Na verdade, só vim a ‘conhecê-la’ melhor quando virou apresentadora de um programa de entrevistas do GNT. Acho ela uma louca, mas genial. Irreverente, cheia de tatuagens, cheia de questionamentos, e alguém que não está nem aí pra opinião dos outros, já que ela é totalmente fora dos padrões. Recentemente, ela lançou mais um livro (pretendo comprar todos, me parece que ela já escreveu uns 6), chamado “O Pau”. É sobre o pau mesmo, aquele órgão sexual masculino, que alguns homens acham que foi feito pra meter em qualquer buraco, em nome do qual eles nos traem, nos magoam, e parece que alguns homens o utilizam para pensar (instinto), ao invés do cérebro, que foi feito pra isso. Claro que nós, mulheres com mais de 30, também sabemos das ‘delícias’ que um pau é capaz de proporcionar. Enfim, o livro é um romance, que conta a história de uma mulher que, traída, pensa em se vingar do namorado, deixando-o ‘brocha’ (maior terror masculino) para sempre. Eu adorei e recomendo. E deixo aqui um trechinho para vocês:

 (Isto é um pescoço, viu??? Não maliciem...)
“Endurecer ou não endurecer, eis a questão, falando mais francamente do que Shakespeare. Que, aliás, chamava seu pau de “flecha do amor”... olha que cafonice. O maior gênio da humanidade em todos os tempos chamava o pau de “flecha do amor”. Amor não tem nada a ver com pau, nem pau tem nada a ver com amor. Dificilmente, só mesmo por coincidência, acontece de pau e amor concordarem sob algum aspecto. Então, tiremos o amor da questão. Estamos falando do pau, sozinho. O pau no centro de tudo. O pau como fator determinante de todas as suas ações. Será que isso tem algum sentido? Será que não é hora de o homem começar a ver seu pau do tamanho que ele é? Ainda mais sendo ele, mesmo naquela sua insignificância, o grande responsável por todas as merdas que vocês fazem na vida? Abaixo essa ditadura. Paus sempre me lembraram o Hitler... agora entendo a profundidade desse lapso. Aqueles alemães todos, enormes, louros, fortes, desfilando em homenagem àquele nanico, de topete e bigodinho. Todo nervosinho. É exatamente igual. Exatamente igual ao que vocês, homens, fazem com seus paus. Vocês obedecem a eles como cachorrinhos amedrontados. Por que esse temor todo? Vocês têm medo que o pau fique puto e vá embora? Esposas ficam putas e vão embora, e vocês nem ligam. Vocês até preferem. Mas paus, “pelo amor de Deus, fiquem”. “Sem vocês nós não somos nada nem ninguém”. “Sem vocês ficando duros, ficamos sem saber para onde ir”. Os homens precisam buscar outros instintos para seguir, outros reflexos”...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SOU A DONA DO MEU DESTINO

Hoje, só queria deixar pra vocês uma frase que vi no novo filme do Morgan Freeman - "Invictus", em que ele faz o papel do Nelson Mandela e com o qual ele está concorrendo merecidamente ao Oscar de melhor ator este ano. Diz muito sobre o momento que estou vivendo...
"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma". (Nelson Mandela)

SÓ O AMOR NÃO BASTA

Outro dia, uma amiga me falou que a maturidade nos traz uma certeza: que só o amor não basta. Isso ficou na minha cabeça e lembrei de já ter lido um texto sobre isso. Procurei e encontrei. Eu acho um dos melhores textos que já li, e realmente ela está certa: SÓ O AMOR NÃO BASTA!

SÓ O AMOR NÃO BASTA (ou EU TE AMO NÃO DIZ TUDO)
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,                                                 
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já tem!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Artur da Távola                                   

sábado, 6 de fevereiro de 2010

FUTILIDADE E UM HOMEM QUE ME SUSTENTE

Não dá pra acreditar que ainda tem mulher procurando um homem que a sustente.
Esta vida é muito engraçada as vezes.... creio que, inconscientemente, minha mãe tentou me criar pra ser uma mulher sustentada pelo marido ... uma mulher com uma certa futilidade ... preocupação com o corpo, com roupas, assim por diante.... não deu muito certo comigo. 
Por outro lado, apesar do meu pai sempre ter podado as iniciativas de evolução da minha mãe no campo profissional, foi ferrenho em relação a educação formal das filhas e a inserção no campo do trabalho .... exemplo disto, foi que o primeiro curso de informática  na minha cidade ocorreu quando eu tinha 13 anos, ele foi lá, fez minha matrícula ... cheguei lá e era a única menina no meio de alguns marmanjos.... é... meu pai me criou pra ser uma mulher independente ....  comecei a trabalhar muito cedo, com 18 anos já estava na faculdade e ganhava um salário com o qual poderia me sustentar... cansei de ficar batendo boca com meus pais sobre onde ir e que horas voltar ...saí de casa e fui morar com algumas amigas.
A única coisa que sinto é que não me dei a oportunidade de ser fútil.... sabe .... aquela coisa de ir ao shopping gastar mais do que pode no cartão do pai ou do marido.... academia no meio da tarde ... pé e mão toda semana .... comprar aquela bolsa de 800 reais e dar um sorrisinho dizendo que foi só uma vez na vida....criar um blog com as amigas e escrever sobre as dificuldades de ser mulher!!!!
Tenho uma amiga que diz que deveríamos ser mais fúteis .... somos sérias demais, estudiosas demais, devotadas demais .... concordo com ela, a futilidade tem seus benefícios.
Muitas das mulheres que eu conheço dizem que o certo seria trabalhar por hobby, que o marido deveria ter o papel principal, algumas dizem que não queriam fazer nada além de cuidar dos filhos e de si mesma e gastar o dinheirão do marido, claro.
Pessoalmente, creio que o relacionamento homem/mulher seja pra criar uma vida juntos ... os dois lutando, enfrentando o mercado de trabalho, se virando pra conquistar coisas que os dois sentem que pertecem a ambos.... comprar um carro juntos, decidindo o valor das parcelas do financiamento ..... mandar o arquiteto fazer uma novo projeto pra sala de estar e jantar.... ficar enforcado pra pagar, mas depois da reforma, entrar na sua sala e dizer... que legal... me sinto bem aqui... nós conquistamos isto. Pode até ter contas bancárias separadas, o importante é tomar a maior parte das decisões finaceiras em conjunto e ter um pequeno espaço pra tomar decisões por si mesma... tipo, comprar um vestido e um par de sapatos sem ter que ficar perguntando pro marido.
É óbvio que, se uma das partes tiver uma proposta de trabalho muito boa, que cobre as duas partes, não vejo porquê ficar dando murro em ponta de faca.... acho que um pode ceder temporariamente para que o outro se desenvolva ... mas tem que ter o sentimento de que o que se ganha... pertençe aos dois.
Foi isto que aconteceu comigo no último ano ... tive que retroceder profissionalmente porque meu marido teve uma oferta muita boa.... logo eu que detesta ficar em casa, cozinhar, que trabalhava quase três períodos e que nunca pedi pra ser fútil. Bom, minhas amigas ficaram putas ... logo você, que adora trabalhar!!!!!! elas dariam tudo pra não ter que dar duro como dão. 
Bom, Deus escreve certo por linhas tortas .... estou encarando este tempo como um intervalo .... um tempo pra realmente cuidar do meu filho (sempre deleguei demais) e poder escrever minha tese com sossego (não de madrugada, caindo de sono e cansaço).
Por fim concluo o óbvio.... nem 8, nem 80 ....  nem totalmente fútil, nem totalmente devotada ao trabalho .... nem sutentando, nem sendo sustentada.... apenas FELIZ, apenas conquistando, apenas vivendo.

GRITO DE ALERTA

omo as músicas falam em nós... Quando uma amiga me mandou esta música, mal sabia ela que o copo já tinha entornado. Eu sabia que íamos nos encontrar pessoalmente e preferi não falar pra ela por email. É... ele não entendeu o meu grito de alerta. O meu lado carente falou alto, mas a minha vontade de viver uma vida de verdade, de não 'perder' mais tempo numa relação fadada ao insucesso gritou ainda mais alto. Juntei minhas coisas e fui embora. Doeu, tá doendo, mas a vida segue e eu tô pronta pra seguir em frente e nunca me permito viver pela metade! Com vcs, Maria Bethânia, composição de Gonzaguinha...

GRITO DE ALERTA
Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
e me bota na boca
um gosto amargo de fel

Depois vem chorando desculpas
assim meio pedindo
querendo ganhar
um bocado de mel

Não vê que então eu me rasgo
engasgo, engulo
reflito e estendo a mão
E assim nossa vida
é um rio secando
as pedras cortando
eu vou perguntando
até quando?

São tantas coisinhas miúdas
roendo, comendo
arrasando aos poucos
com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
de gritos e gestos
num jogo de culpa
que faz tanto mal

Não quero a razão pois eu sei
o quanto estou errada
e o quanto já fiz destruir

Só sinto no ar o momento
em que o copo está cheio
e que já não dá mais pra engolir

Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta

Veja bem
É o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MASTURBAÇÃO!

Não sei o que me deu...Mas, lembrei desse poema que diga-se de passagem maravilhoso....Simplesmente adoro...

Masturbação

Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam – correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo – conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde

E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
                                                                 Maria Teresa Horta

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Deleite!!! e BlaBlaBla

Bom, sei que o título é um tanto quanto sugestivo...afinal prazer suave e prolongado....portanto, podendo ser tanto moral como físico. E foi isso que senti na tarde de hoje, prazer em estar em boa companhia, como é bom ter amigas...principalmente, as que se preocupam como você está e ainda ri junto com você de uma situação que está passando, que posso dizer nada agradável...rsrsrs.. (adagas) E mesmo, assim, escuta na maior paciência do mundo, fazendo piada...lógico, porque quando nos juntamos...fazemos piadas de tudo...até mesmo da infelicidade das situações.
Posso dizer que o dia hoje teve uma pitada diferente...rsrs..e como (eu estava precisando muito disso!), saí para almoçar com uma amiga no shopping, acho que ficamos lá por umas duas horas, andando, rindo da vida, e comentando a tal infelicidade...que me azucrina...AFFF
Voltei para casa, e não tem como, to precisando me concentrar em outra coisa.Penso e me conflito o tempo todo...Eis que o telefone toca, e  uma amiga muito querida dizendo que passava em casa para irmos a Cartomante..rsrs...Mantemos o PACTO fielmente, sei que muitos irão pensar  "coisa mais sem nexo, mulheres bonitas, inteligentes, confiantes e na cartomante??" Eu respondo, sim na Cartomante SIM, como já disseram na frase acima somos mulheres, e na maioria das vezes movidas a curiosidades...rsrs...Adoramos saber o futuro....Quando ouvi a palavra Cartomante, tirei o meu jeans suado, afinal o calor aqui está de amargar..AFFF...corri para tomar uma ducha fria e colocar uma roupa mais leve de acordo com a ocasião...BATA E BERMUDÃO..srs..ADoRo!
Buzina...chegaram!
Saí "ligeirinha" de casa, abri o portão abracei essa minha amiga que já não via há meses...Entramos no carro e nos dirigimos ao local tão aguardado.
Não é à toa que dizem que a tal da ansiedade atrapalha tudo...Eu mega ansiosa para fazer algumas perguntas, essa cartomante é uma graça sempre abre o baralho para matar minha curiosidade...rsrs..Porém, ficamos paradas com cara de TACHO na frente da casa da mulher a mesma não se encontrava em casa, e, pediu para mudarmos o dia da consulta.
Resolvemos então tomar um suco, sentamos e ficamos jogando conversa fiada e falando do assunto lógico..rsrs
Saímos do local...e casa da outra amiga...A maluquete...pessoa maravilhosa e tá linda grávida, amanhã ela muda de cidade e começa vida nova, e tudo já deu certo!
Lanche, e demos início ao momento besteirol ..lógico várias risadas.
Mas, to aqui postando hoje para dizer que quem tem amigos tem TUDO!
Te escuta, te faz rir, te dá broncas e participam da sua vida consciente e inconscientemente...Obrigada a cada uma de vocês que me fizeram "deleitar" no dia de hoje!

CAFAJESTE!!!!

Pessoal, não estava acompanhando a novela das 9 da Globo, mas estes dias estava em casa, clicando no controle e vi a cena do José Mayer com a Giovanna Antonelli.... Caramba!!!!!!!!!!! Ele agarrando e depois correndo atrás dela, dizendo que ia bater nela, jogar ela na cama e ela gritando... CAFAJESTE!!!! Fiquei indignada.... muito indignada ... de não ser a Giovanna naquele momento (a propósito, o cabela dela está lindo).  
Cafajestes!!!! Sejamos sinceras.... toda mulher gosta de um cafajeste .....Ignorando as definições dos dicionários, vou dar minha definição de cafajeste a partir dos personagens de José Mayer em novelas do Manoel Carlos .... homem maduro, bom de cama, tarado, safado, traidor, que enlouquece e manipula as mulheres e não tem medo de dar uns tapas na cara.... AI QUE DELÍCIA!!!! Fala sério .... não é homem pra casar, mas com certeza é homem pra transar.
Em um outro dia, meu marido comentou que achava ridículo o José Mayer e o Antônio Fagundes serem os galãs das novelas estando tão velhos.... Bom, eu não disse nada... só fiz uma cara como quem diz "Pois é." Realmente o ditado popular está certo: A IGNORÂNCIA É UMA DÁDIVA.
Como não podia faltar, segue a trilha sonora de um bom cafajeste:

Eu te avisei (João Bosco e Vinícius)

Não era pra você se apaixonar
Era só pra gente ficar,
Eu te avisei
Meu bem eu te avisei.
Você sabia que eu era assim
Paixão de uma noite
Que logo tem fim
Eu te falei
Meu bem eu te falei
Não vai ser tão fácil assim você me ter nas mãos
Logo você que era acostumada a brincar com outro coração
Não venha me perguntar
Qual a melhor saída
Eu sofri muito por amor
Agora eu vou curtir a vida
Chora, me liga
Implora o meu beijo de novo
Me pede socorro
Quem sabe eu vou te salvar
Chora, me liga
Implora pelo meu amor
Pede por favor
Quem sabe um dia eu volto a te procurar

OS HOMENS E OS ANIMAIS

Do alto de minha solteirice e dos meus quase 42 anos, quando falo em relacionamento homem-mulher, acho que já vivi de tudo um pouquinho: amores platônicos, amores explosivos, amores calmos e tranqüilos, amores correspondidos, não correspondidos, amores virtuais e paixões!!! Fui amada, mas também desamada, enganada, iludida e traída... e percebi que em muitas dessas experiências, EU fui sabotadora dos relacionamentos. Sabe por que? Simplesmente porque eu não quis escutar a voz da minha intuição. Acontece que só agora, aos quase 42 como já disse, é que estou aprendendo a escutar a intuição e tenho me prometido segui-la a qualquer custo. A intuição nos avisa quando o cara é safado, casado ou complicado demais. A intuição nos diz: “_ Pare de arrumar desculpas para esse cafajeste”. Mas não escutamos, não enxergamos a luz vermelha acesa bem na nossa cara!
Estou começando a viver uma nova história e dessa vez é com um dos “complicados demais”. Já consultei a intuição e até agora está tudo bem... por precaução estou agindo no “amarelo” que significa atenção. Vamos à descrição: divorciado há 5 anos, tem a guarda dos filhos, uma garota de 16 e um garoto de 18. Aparentemente, ainda em luto e com a auto- estima super abalada pelo pé na bunda que levou. A ex, segundo ele, queria ser feliz! Arrumou as malas e se mandou. Ele havia se casado para a vida toda. Sem sombra de dúvidas um homem ferido em seu íntimo! Mas, de jantar em jantar na minha casa, de café da tarde com amigos comuns, de reuniões com amigos meus, churrasco com amigos dele e sessões de cinema, temos nos conhecido melhor. E sabe o que tem sido bom dessa vez? Sinceramente não estou sofrendo. Minha cunhad a que é psicóloga sempre me diz que temos que deixar os relacionamentos se desenvolverem sem criarmos muitas expectativas. Estou tentando seguir a máxima do “não criar expectativas”.
Bem, mas o que isso tem a ver com o título “Os homens e os animais”? Nessa tentativa de não criar expectativas, descobri que meu paquera é uma “TARTARUGA”... lento, devagar nas decisões e ações. Para exercitar a paciência, acho que vou até fazer um estágio no Projeto TAMAR para aprender a lidar com tartarugas. No entanto, percebi que não vejo a hora da tartaruga virar “POLVO” e me envolver em seus tentáculos.

Conclusão: a história de não criar expectativas caiu por terra... olha eu aí esperando a tartaruga virar polvo ou, como diz meu irmão, esperando o dia em que o Pacato (tigre do He-Man) vire Gato Guerreiro (“pelos poderes de Grayskull”).
Ser contraditória talvez esteja em nossa essência de mulher. Me lembrei de um poema que li algum tempo atrás e gostaria de compartilhá-lo com mulheres que, como eu, buscam ser melhores como pessoa e como profissionais e mais felizes e realizadas a cada dia!

VÁRIAS DE MIM
(Silvana Duboc)

Sou assim
Duas de mim
Às vezes três
Quatro... cinco... seis
Sou uma por mês.

Me diversifico
Tem horas que grito
Vivo num conflito
Mostro ao mundo minha dor
Outras horas, só sei falar de amor

A mais romântica
Melodramática
Estática
Chorosa e nervosa
Carente e decadente
Vingativa e inconseqüente

Aí quando menos me percebo
Me transformo em mulher cheia de medo
Cheia de reservas
Coberta de sutilezas
Séria e sem defesa

No minuto seguinte
No papel de mulher fatal
Viro logo a tal
Aí sou dona do mundo
Segura e destemida
Altiva e atrevida.

Rasgo meus segredos ao meio
E exponho num roteiro
De poesia ou texto
Agrido, inflamo

Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que é bom nem lembrar
Sou assim
Várias de mim

Sorriso por fora
Angústia toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nenhum sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, meu desejo deixo perceber

Melhor nem me conhecer
Fique com minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou bem mais complicada

Sou mil
E quem tentou, descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Prestes a explodir
Mas quem esteve nele
Nunca quis fugir

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

by Patrícia Travassos


Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.
Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdomem definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.
Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.
Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.
Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!
Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.
Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.
Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio.
Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.
Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..
Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!
Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!
Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.
Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...
Resolveu agir com sabedoria.
No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas.
De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.
E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.
Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela havia sumido.
Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.
- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.
Um beijo da preguiçosa...
(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).