terça-feira, 23 de março de 2010

CADA AMIGA, UMA AMIGA


Quando eu era pequena,
acreditava no conceito de apenas uma melhor amiga para toda vida
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.



É preciso uma amiga quando
você está com problemas com seu homem.
É preciso outra amiga quando
você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda ou muito magra,
 muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema,  ao teatro, ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.

Uma amiga dirá 'vamos rezar',
uma outra 'vamos chorar',
outra 'vamos lutar',
outra 'vamos fazer compras',
outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
outra 'vamos numa vidente',
outra 'vamos tomar um porre',
outra 'vamos paquerar',
outra 'vamos para um SPA',
outra ‘vamos mandar às favas’

Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais,
sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá
que é uma resposta divina...
Uma outra amiga atenderá à sua loucura por filmes, livros e DVDs...
uma outra à sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos,
uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga atenderá seu desejo por chocolates,
outra por quadros, decoração,
outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email,
outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos, outra estará a milhares de KM, mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor
e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida,
quer você a veja pessoalmente ou não,
independente da ocasião,
quer seja o seu casamento,
ou apenas uma segunda-feira chuvosa,
todas são suas melhores amigas
e estarão presentes como puderem.



Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade... Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas, ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda através de um bom livro ou de um programa na TV...Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha, mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas, elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!

segunda-feira, 22 de março de 2010

CONTEI A ELE SOBRE A TRAIÇÃO

Quando saí de casa levando todas as minhas coisas, decidi que era pra nunca mais voltar. Quando fechei aquela porta, deixei ali muitos sonhos e planos não concretizados, mas resolvi que não queria mais aquela vida pra mim. Se era para estar sozinha, eu iria estar sozinha de verdade: a solidão a dois é algo que ninguém merece viver. E fui embora, voltando para minha cidade e para a casa dos meus pais. Sabia que eu e meu marido teríamos ainda muita coisa para tratar, acertar, resolver e que isso seria feito numa boa, pois ambos havíamos decidido pela separação. Portanto, continuamos nos falando por email, msn, telefone e torpedos no celular só o estritamente necessário.
De repente, chegava um torpedo... “Vc está fazendo falta aqui”, “Vc não acha que tudo poderia ser diferente?”, geralmente de madrugada, e eu sempre me mantive firme e achando certa a minha (nossa) decisão da separação. Sempre achei que talvez ele estivesse sofrendo mais do que eu porque estava só agora, e porque tudo estava muito recente, então eram naturais as suas reações de falta e saudade. Sempre disse que ia passar, e que ele tinha que dar um tempo pra isso acontecer. Estava muito tranqüila e segura do que queria pra mim, e mais ainda do que não queria. Ele, por sua vez, na solidão e na dor da separação e da minha ausência, começou a me ver naquele apartamento, a lembrar das coisas boas que vivemos, a sonhar comigo e a se sentir triste, desamparado, deslocado...
Um dia mandei um email meio mal educado pra ele; ele, por sua vez, me respondeu com outro email mal educado expondo o seu ponto de vista sobre a questão, o que deixava cada vez mais claro o quanto era acertada a nossa decisão de separação, já que não falávamos mais a mesma língua. Dentro dessas nossas conversas, ele acabou confessando haver saído com garotas de programa umas 4 vezes durante uma outra crise que tivemos há cerca de 1 ano e meio atrás. Ele me disse que já havia me contado, mas eu não me lembro e eu não me esqueceria de algo assim. Ele também deu indiretas neste email me perguntando (afirmando) se tinha acontecido algo comigo naquela época também, o que eu sempre neguei. Eu achei que ele tinha visto algo no computador, no meu email, sei lá. Hoje acho que o meu email mal educado pode ter sido conseqüência da raiva que fiquei com a história da traição dele, mas não sei a real motivação. Talvez por tudo...

E quando respondi este email dele eu resolvi confessar tudo, mas de uma forma muito rude, como uma vingança mesmo (como se fosse: se você me traiu, eu também posso) e onde eu também queria deixar bem claro que esta minha traição no ano anterior não tinha nada a ver com a nossa separação no momento. Logo depois que ele leu este email ele me ligou querendo saber de tudo e ficamos mais de 2 horas conversando no MSN, quando eu respondi todas as perguntas dele (as mais indiscretas, inclusive), esperando que ali fosse o ponto final até da nossa amizade, mas pelo menos me sentia aliviada. Já estávamos mesmo separados, então pronto! Acabou! Quer saber? Então vai saber de tudo agora! E contei tudo sobre a traição...
O que aconteceu depois disso? Eu volto pra contar...

quinta-feira, 18 de março de 2010

SUPERANDO UMA PAIXÃO - EM DIÁRIOS (CONTINUAÇÃO)

DIÁRIO 5
eu sou mesmo um exemplo de superação ..... um maldito exemplo de como NÃO se comportar quando se quer superar uma paixão.... um maldito exemplo de como NÃO fazer, do que NÃO dizer ....
ai que ódio mortal!!!!!  eu tive que mandar um e-mail pro cafajeste .... eu jurei que não ia escrever pra ele ... mas de novo eu não fui capaz ....  que ódio de mim
Sabe o que o cafajeste respondeu ..... que estou fazendo chantagem .... filho da P..
que está me esperando .... Esperando o que, desgraçado?
ai meu deus, será que se eu der uma martelada na cabeça eu esqueço este homem????
não tem remédio pra tirar a memória?
não tem remédio pra esquecer que não te merece?
como eu pude entrar nesta armadilha e ele nem mesmo fechou a porta? como eu posso me manter nela se ele mesmo me empurra pra fora?
Não to superando porra nenhuma ...... o que mais ele tem que fazer pra eu desistir?
eu sou a dona do meu destino... eu tenho que resolver isto sozinha .... eu tenho que superar

DIÁRIO 6
tá muito difícil superar...
tá muito difícil
sonhei com ele .... meu deus quase sinto o cheiro dele ....
quanto tempo pra eu conseguir superar isto
quanto tempo mais?

DIÁRIO 7
hoje sonhei de novo com ele ... tava me beijando... eu não queria acordar...
não mudou nada o que eu sinto por ele .... eu o amo do mesmo tanto.... não importou o que ele me fez .... é como se eu não conseguisse lembrar as coisas ruins .... eu sei que se ele aparecesse aqui, não precisaria dizer nada ... eu iria correndo pularia no seu pescoço
ele disse que me amava ... Eu acreditei  ....

DIÁRIO 8
Bom, parece que finalmente as coisas estão se acertando ....
faz um tempo que não o vejo ..... e meu coração está mais calmo
ele não me manda notícias e eu também não .... mas desta vez sem stress
ainda penso sobre como é estar com ele ....
mas creio que o pior já passou, eu acho

terça-feira, 16 de março de 2010

LUXÚRIA, MEU PECADO FAVORITO

Nunca vi uma cena que retrate melhor o pecado da luxúria do que  uma das cenas finais do Fantasma da Ópera na qual ouve-se a música The Point of no Return.
Penso: Qual é exatamente o ponto a partir do qual não há retorno?
Deve ser aquele momento em que e entregar a luxúria é a única coisa sensata a fazer .... Ai que delícia. Depois pode até vir o arrependimento, mas já foi, não havia como voltar atrás. Vale a pena conferir a música e a cena: http://www.youtube.com/watch?v=Dp4UqGxOeHk


THE POINT OF NO RETURN
You have come here in pursuit of your deepest urge,
In pursuit of that wish, which till now has been silent, silent...
I have brought you, that our passions may fuse and merge
In your mind you've already succumbed to me,
Dropped all defenses, completely succumbed to me
Now you are here with me, no second thoughts, you've decided, decided...
Past the point of no return, no backward glances
Our games of make believe are at an end
Past all thought of "if" and "when," no use resisting
Abandon thoughts, and let the dream descend
What raging fire shall flood the soul? What rich desire unlock its door?
What sweet seduction lies before us?
Past the point of no return, the final threshold
What warm, unspoken secrets will we learn?
Beyond the point of no return...
You have brought me to that moment where words run dry,
To that moment where speech disappears into silence, silence...
I have come here, hardly knowing the reason why
In my mind, I've already imagined our bodies entwining,
Defenceless and silent, and now I am here with you
No second thoughts, I've decided, decided...
Past the point of no return, no going back now
Our passion play has now, at last, begun
Past all thought of right or wrong, one final question
How long should we two wait, before we're one?
When will the blood begin to race, the sleeping bud burst into bloom?
When will the flames, at last, consume us?
Past the point of no return, the final threshold
The bridge is crossed, so stand and watch it burn
We've passed the point of no return...

SUPERANDO UMA PAIXÃO - EM DIÁRIOS

DIÁRIO 1
Hoje me encontro longe, muito longe de superar esta enrrascada na qual eu mesma me meti quando tomei uma atitude inconsequente, impulsiva em busca de auto-afirmação, em busca de superar um sentimento de negligência que me perseguia .... fui tentando ser o que nunca foi EMOÇÃO sem considerar aquilo que sempre me guiou: a RAZÃO ... me dei mal, muito mal.... me apaixonei. Hoje começo definitivamente o processo de superar este sentimento .... bom, comecei muito mal aliás porque acabo de sair do banho onde tive um ataque de choro daqueles que fazem a gente cair de joelhos no chão, aquela dor no peito ... é uma sensação de morte ... é realmente a sensação de que alguém que vc ama morreu ... é uma ânsia de vômito que vem e vai. Eu não tenho estrutura pra este jogo que ele faz comigo ... primeiro sou um poço de água fresca no deserto... depois ele some... ele dissimula... ele liga quando não posso falar e depois ... some.... simplesmente some..... e eu fico perdida .... fico buscando a atenção dele .....como pode este homem conseguir me desestruturar desta forma? ... porque ele faz isto? porque ele simplesmente não diz que não me quer? manda eu sumir....
bom, justiça seja feita, ele já disse que era melhor parar ... mas os olhos deles diziam outra coisa .... e eu fiz o que nunca tinha feito antes .... pedi ... me humilhei .... ele retrocedeu ... como poderia não retroceder, ele me ama
Bom, tô decidida, mas convenhamos ... péssimo começo ... porque eu ainda espero o dia em que ele vai dizer que tem uma proposta na qual eu seja uma das prioridades na vida dele
Bom, este é o dia número 1 do processo de superação .... quem sabe melhora?

DIÁRIO 2
Ele me mandou um e-mail .... não vou responder ....vou fazer com ele o que mais odeio que façam comigo .... fazer de conta que não existe ... quem diria ... ele facilitou tudo pra mim... me menosprezou .... me tratou como uma qualquer .... ele não me deu outra opção a não ser pegar o que restou da minha auto-estima e seguir em frente ..... nem desculpas ele pediu .... pelo menos desculpas ele devia me pedir depois da palhaçada que ele fez.... não tinhamos combinado uma ova .....
Por que quando eu o vejo meu coração quase sai pela boca? .... e ele nem quis me ver .... que tipo de mulher se sujeita a não ser desejada?  VAI PRO INFERNO ... é tudo mentira... eu não quero que ele seja feliz... quero que ele pense em mim .... que sinta minha falta .... que sofra ...sofra... sofra
eu?????? eu estou superando

DIÁRIO 3
quando eu vou poder dizer que realmente superei isto?
quando eu for dormir e não sentir uma dor no peito?
quando eu ouvir uma música e não tiver vontade de chorar?
quando eu der de cara com ele por acaso e meu coração não saltar pela boca?
quando?
como?

DIÁRIO 4
Nossa ... to indo super bem no meu processo de superação .... sonho com ele .... tive outra crise de choro .... uma beleza .... to tão orgulhosa de mim mesma que queria me matar...
não é possível que ele já me esqueceu ..... tem coisas que não deu tempo da gente fazer ... eu não sei viver sem amar este homem
queria tanto arrancar ele de mim ..... eu odeio ele... odeio ele, odeio ele
Por que ele me tratou daquele jeito, por que?
Por que ele tem que me humilhar deste jeito? eu não merecia isto ... Por que? Por que? Por que?

CONTINUA .....

YOGA PRA QUE?

Yoga para alongar? Para tonificar os músculos? Para desfazer os “nós” que o stress deixa pelo corpo? Emagrecer?... Afinal, pra que eu faço Yoga?
Realmente comecei a fazer yoga por esses motivos... mas aos poucos entendi a razão verdadeira: faço yoga pra me conhecer, para me respeitar e para me surpreender!
Aqueles objetivos eu poderia buscar em qualquer atividade física... mas o diferencial do Yoga é que nos exige atenção para manter a mente ali, naquele exato momento, para que tenhamos os benefícios reais da prática. Não é fácil fazer a mente ficar ali, onde ela deveria estar... mas acho que é assim com quase todo mundo. Estamos sempre lembrando e revivendo coisas do passado ou ansiosos e preocupados com as coisas do futuro. Em meio essa dança da mente, fazê-la parar exige muuuuuuuuita dedicação, pática contante... sem esmorecimento! E aos poucos vamos mudando, nos entregando, confiando... e experimentamos momentos de paz na mente!!!
A palavra Yoga significa união, união conosco, com o Universo, com o Absoluto! Quando praticamos Yoga com atenção, com confiança, com esforço, fortalecemos essa união. Assim, cada vez menos o stress nos tira do eixo, as ansiedades nos enlouquecem e o medo nos paralisa...
É como subir uma montanha: é difícil manter o ritmo, a motivação, o esforço... mas lá de cima a vista é tão extasiante que temos a certeza de que o sacrifíco valeu a pena!!!
Namaste, Karuna

segunda-feira, 15 de março de 2010

COMER, REZAR E AMAR

AMEI ESTE LIVRO!!!!! A primeira vez que ouvi falar dele foi assistindo um programa da Oprah quando esta entrevistava a autora, Elizabeth Gilbert. O livro conta a própria história de Elizabeth, que ao completar 30 anos, deu uma reviravolta em sua vida (largou um marido perfeito, um apartamento perfeito, uma casa de campo perfeita, uma carreira de sucesso perfeita) na tentativa de superar a depressão e em busca de auto-conhecimento.  O livro é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo (Itália, Índia e Indonésia). Eu me reconheci no livro de muitas formas. Engraçado, conversei com outras mulheres com mais de 30 anos que também leram o livro e, apesar de terem experiências de vida muito diferentes (casadas, solteiras, divorciadas, com filhos, sem filhos, certinhas, assanhadas), elas também relataram esta sensação de SE VER no livro, de sentir a experiência como sendo sua. Fala sério: Quem é que, depois de completar 30 anos, não pensou em dar uma reviravolta em sua vida? Quem? Quem? Quem? Tá, não é o caso de largar tudo e sair correndo pelo mundo, mas que dá vontade dá .... que faz a gente pensar, faz. O que eu mais gosto do livro é a maneira como Elizabeth fala de si mesma, como retrata sua depressão e ao mesmo tempo consegue ser engraçada, sem ser piegas. Dentro os trechos que mais gosto, destacam-se:

Elizabeth falando sobre a depressão no casamento:
Daquela vez eu não estava em Roma, mas sim no banheiro do andar de cima da grande casa no subúrbio de Nova York que eu acabara de comprar com meu marido. Eram mais ou menos três horas da manhã de um novembro gelado. Meu marido dormia na nossa cama. Eu estava escondida no banheiro pelo que deveria ser a 47a noite consecutiva, e - como em todas aquelas outras noites – estava soluçando. Soluçando com tanta força, na verdade, que uma grande poça de lágrimas e muco se espalhava à minha frente sobre os ladrilhos do banheiro, um verdadeiro lago formado por toda minha vergonha, medo, confusão e dor. Eu não quero mais estar casada. Eu estava tentando tanto não saber isso, mas a verdade continuava a insistir. Eu não quero mais estar casada. Não quero morar nesta casa grande. Não quero ter um filho.... Continuava esperando querer ter um filho, mas isso não acontecia. E eu conheço a sensação de querer alguma coisa, podem acreditar. Sei muito bem o que é desejo. Mas esse desejo não existia. Além do mais, eu não conseguia parar de pensar no que minha irmã tinha me dito certo dia, enquanto amamentava seu primogênito: “Ter um filho é como fazer uma tatuagem na cara. Você precisa realmente ter certeza de que é isso que você quer antes de se comprometer.”

Elizabeth falando da depressão e solidão durante a viagem:
" Depois de cerca de dez dias na Itália, a Depressão e a Solidão acabam me encontrando. Sinto-me contente neste cenário romântico, mesmo estando completamente sozinha, enquanto todas as outras pessoas no parque estão acariciando um amante ou brincando com uma criança risonha. Mas quando paro e me apóio em uma balaustrada para admirar o pôr do sol, acabo pensando um pouco demais, e meus pensamentos se tornam sombrios, e é então que as duas me encontram. Aproximam-se de mim, silenciosas e ameaçadoras como detetives particulares, e me cercam - a Depressão pela esquerda, a Solidão pela direita. Sequer precisam me mostrar seus distintivos. Eu as conheço muito bem. Há anos que temos brincado de gato e rato. Embora eu reconheça que estou surpresa por encontrálas neste elegante jardim italiano ao entardecer. Elas não combinam com este lugar. Pergunto a elas:
' Como vocês me encontraram aqui? Quem disse a vocês que eu tinha vindo para Roma?'
A depressão sempre bancando a esperta, diz:
' Como assim, você não está feliz em nos ver?'
' Vá embora' , digo a ela.
A Solidão, a mais sensível das duas, diz: ' Desculpe, mas eu talvez precise seguir a senhora durante toda a sua viagem. É a minha missão.'
' Eu preferiria que você não fizesse isso', digo-lhe, e ela dá de ombros, quase pedindo desculpas, mas se aproximando ainda mais.
Então elas me revistam. Esvaziam meus bolsos de qualquer alegria que eu estivesse carregando aqui. A Depressão chega a confiscar minha indentidade; mas ela sempre faz isso. Então a Solidão começa a me interrogar, coisa que detesto, porque dura horas. Ela é educada, mas implacável, e sempre acaba me encurralando. Pergunta se eu acho que tenho algum motivo para estar feliz. Pergunta por que estou sozinha esta noite, outra vez. Pergunta (embora já tenhamos passado por esse mesmo interrogatório vezes sem conta) por que não consigo manter um relacionamento, por que arruinei meu casamento, por que estraguei tudo com David, por que estraguei tudo com todos os homens com quem já estive. Pergunta-me onde eu estava na noite em que completei 30 ano, e por que as coisas azedaram tanto desde então. Pergunta por que não consigo me recuperar, e por que não estou nos Estados Unidos, morando em uma bela casa e criando belos filhos, como qualquer mulher respeitável da minha idade deveria fazer. Pergunta por que, exatamente, eu acho que mereço umas férias em Roma, quando transformei minha vida em tamanho caos. Pergunta por que acho que fugir pra Itália como uma estudante universitária vai me fazer feliz. Pergunta onde acho que vou estar quando ficar velha, se continuar vivendo assim.
Volto a pé pra casa, esperando conseguir me livrar delas, mas elas continuam a me seguir, essas duas capangas. A Depressão me segura firme pelo ombro e a Solidão me bombardeia com seu interrogatório. Sequer tenho forças para jantar; não quero que elas fique me espionando. Também não quero que subam as escadas até o meu apartamento, mas conheço a Depressão, e sei que ela carrega um cassetete, então não há como impedi-la de entrar, se ela decidir que quer fazer isso.
' Não é justo vocês virem aqui' , digo a Depressão. ' Já paguei vocês. Já cumpri minha pena lá em NY.' Mas ela simplesmente me dá aquele sorriso sombrio, acomoda-se em minha cadeira preferida e acende um charuto, enchendo o aposento com sua fumaça desagradável. A Solidão olha aquela cena de dá um suspiro, em seguida deita-se na minha cama e se cobre com as cobertas, inteiramente vestida, de sapato e tudo. Estou sentindo que vai me obrigar a dormir com ela de novo esta noite."

Elizabeth fala sobre meditação (parece eu mesma tentando meditar):
Na manhã seguinte, chego bem na hora para a sessão de meditação das quatro da manhã, que sempre inicia o dia aqui. A idéia é passarmos uma hora sentados em silêncio, mas fico contando os minutos como se fossem quilômetros — 60 cruciantes quilômetros que preciso agüentar. Por volta do quilômetro/minuto 14, meus nervos começaram a sofrer, meus joelhos já doem e sou tomada pela irritação. O que é compreensível, já que a conversa entre mim e minha mente durante a meditação, em geral, é mais ou menos assim:
Eu: Tudo bem, vamos meditar agora. Vamos levar a atenção para a respiração e nos concentrar no mantra. Om Namah Shivaya. Om Namah Shiv...
Mente: Posso ajudar você a fazer isso, sabe?
Eu: Tudo bem, ótimo, porque preciso da sua ajuda. Vamos lá. Om Namah Shivaya. Om Namah Shi...
Mente: Posso ajudar você a pensar em imagens legais para meditação. Como, por exemplo... ei, essa aqui é boa. Imagine que você está em um templo. Um templo em uma ilha! E a ilha está no oceano!
Eu: Ah, essa imagem é legal mesmo.
Mente: Obrigada. Fui eu mesma que inventei.
Eu: Mas qual é esse oceano que a gente está imaginando?
Mente: O Mediterrâneo. Imagine que você está em uma daquelas ilhas gregas, com um antigo templo grego. Não, esqueça isso, é turístico demais. Sabe o que mais? Esqueça o oceano. Oceanos são perigosos demais. Tenho uma idéia melhor: em vez disso, imagine que você está em uma ilha em um lago.
Eu: Será que a gente pode meditar agora, por favor? Om Namah Shiv...
Mente: Isso mesmo! Ótimo! Mas tente não imaginar que o lago está coalhado de... como é que se chamam aqueles negócios...
Eu: Jet-skis?Mente: Isso! Jet-skis! Como esses troços consomem gasolina! Eles são mesmo uma ameaça para o meio ambiente. Você sabe o que mais usa muito combustível? Sopradores de folhas. É, não dá nem pra imaginar, mas...
Eu: Certo, mas agora vamos MEDITAR, por favor? Om Namah...
Mente: Isso! Quero mesmo ajudar você a meditar! E é por isso que a gente vai desistir da imagem da ilha no lago ou no oceano, porque é óbvio que não está funcionando. Então vamos imaginar que você está em uma ilha em... um rio!
Eu: Ah, você quer dizer tipo a Ilha Bannerman, no rio Hudson?
Mente: Isso! Exatamente! Perfeito! Portanto, para concluir, vamos meditar sobre essa imagem... imagine que você está em uma ilha no meio de um rio. Todos os pensamentos que passam flutuando enquanto você medita são só as correntes naturais do rio, que você pode ignorar, porque você é uma ilha.
Eu: Espere aí, pensei que você tivesse dito que eu era um templo.
Mente: É, é isso, desculpe. Você é um templo sobre uma ilha. Na verdade, você é ao mesmo tempo o templo e a ilha.
Eu: Eu sou o rio também?
Mente: Não. O rio são apenas os pensamentos.
Eu: Chega! Por favor, pare! VOCÊ ESTA ME DEIXANDO LOUCA!!!
Mente (magoada): Desculpe. Eu só estava tentando ajudar.
Eu: Om Namah Shivaya... Om Namah Shivaya... Om Namah Shivaya...
Há uma pausa promissora nos pensamentos que dura oito segundos. Mas então...
Mente: Você agora está brava comigo?
... e então, com um grande arquejo, subo à superfície para tomar ar, minha mente vence, meus olhos se abrem de repente e eu desisto. Aos prantos. Um ashram é supostamente um lugar aonde você vai para aprofundar a sua meditação, mas isto aqui é um desastre. A pressão é demais para mim. Não consigo. Mas o que eu deveria fazer? Sair correndo do templo chorando depois de 14 minutos, todos os dias?Esta manhã, porém, em vez de lutar, simplesmente parei. Desisti. Deixei-me desabar junto à parede atrás de mim. Minhas costas doíam. Eu não tinha forças, minha mente fraquejava. Minha postura despencou como uma ponte que desmorona. Tirei o mantra de cima da minha cabeça (onde ele estava me empurrando para baixo como uma bigorna invisível), e coloquei-o no chão ao meu lado. E então disse a Deus: "Mil desculpas, mas isso foi o mais perto que consegui chegar do senhor hoje."

Então, vcs devem estar se perguntando: Por que a Julia Roberts aparece nas fotos desta postagem? Porque a maravilhosa está gravando (ou já gravou) uma versão do filme para o cinema. Eu com certeza não vou perder, mas antes quero ler o livro outra vez. Quem quiser pode baixar o livro da internet e ler em seu computador, mas eu prefiro o livro na mão, uma rede, uma água de côco e tempo pra pensar sobre a vida.


quinta-feira, 11 de março de 2010

MEU ALTEREGO

Segundo a wikipedia: Alter ego ou alterego (do latim alter = outro ego = eu) pode ser entendido literalmente como outro eu, outra personalidade de uma mesma pessoa. O termo é comumente utilizado em análises literárias para indicar uma identidade secreta de algum personagem ou para identificar um personagem como sendo a expressão da personalidade do próprio autor de forma geralmente não declarada. Para a psicologia, o alter ego é um outro eu inconsciente.
Num outro sentido, o alter ego de uma pessoa não é uma faceta escondida ou secreta da sua personalidade, mas sim alguém de muito íntimo, um amigo fiel e inseparável em que essa pessoa se revê e deposita absoluta confiança. O alter ego é, neste caso, um perfeito substituto em que a pessoa pode delegar a sua representação ou outra função importante, na certeza de que ele pensará e agirá como ela pensaria ou agiria, isto é, como se fosse ela própria. É frequente, na vida política, um dirigente ou governante ter um alter ego como colaborador destacado, alguém habilitado a assumir fielmente as suas funções.
Batman é o alter ego de Bruce Wayne.
Homem-Aranha é o alter ego de Peter Parker.
O Hulk é o alter ego de Bruce Banner.
Mr. Hyde é o alter ego do Dr. Jekyll no conto O Médico e o Monstro.
Clark Kent é o alter ego do Superman.


Acho que meu alter ego, no sentido psicológico do termo, é o Dr House. Irreverente, controverso, egoísta, prepotente, anti-social ... tudo que eu queria ser mas não posso por não querer correr o risco de morrer sozinha em um abrigo de velhos abandonada pela família. Mas fala a verdade? Não seria uma delícia ser um dos maiores especialistas na sua profissão, só trabalhar nos casos que te desafiam intelectualmente, sempre ter razão, ser o centro das atenções e ainda por cima falar tudo que te vem na cabeça sem pestanejar ou ficar considerando quem vai ou não vai ficar magoado? Seria o máximo!!!!

De alguma maneira a arrogância de House é o seu maior charme. Seguem as melhores frases do Dr House:


 "Todo mundo mente!"
 "Podemos viver com dignidade. Não podemos morrer com ela."
"Como já disse o filósofo Jagger: "Você não pode ter sempre aquilo que quer."
"Não, se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é um psicótico."
 "As pessoas não mudam"
"É uma verdade da condição de ser humanos que todos mentem. A única variável é sobre o quê."
"As pessoas mentem por milhares de razões. Sempre existe uma razão."
"Mentiras são como as crianças: apesar de incovenientes, o futuro depende delas."
 "Os tratamentos nem sempre funcionam. Sintomas nunca mentem."
 "Eu gosto mais de você agora que está morrendo"
 "O fato deu ter errado não prova que Deus existe"
 "Pessoas agem em benefício próprio. Vocês estão todos aqui porque vocês todos estão felizes por estarem aqui. Ou, pelo menos, porque essa é a melhor opção de vocês."
"Eu fiquei maluco, não estúpido."
"Seus lábios dizem não, mas seus hormônios dizem 'Oh meu Deus,sim, continua"
 "Eu sou incapaz de agir como ser humano."
"Eu sou a última pessoa que você procuraria por um conselho sobre ética,o que seguinifica que você jáperguntou a todas as outras pessoas. Ninguém lhe deu a resposta que você queria."
"Uma outra razão para não gostar de conhecer os pacientes. Se eles não sabem quem você é, eles não podem gritar com você."
"Nós somos o que as pessoas acham que nós somos"
 "Hey, eu posso ser um idiota com pessoas que ainda não dormi. Eu sou realmente bom."
"As pessoas escolhem os caminhos que as dão as maiores recompensas com o menor esforço."
"Religião não é o ópio da massa, é o placebo dela."
"Como pode Deus levar os créditos quando algum coisa boa acontece? Onde ele estava quando o coração dela parou?"
 "Eu sou muito bonito para cuidar da papelada"
 "Bizarro é algo bom. O comum tem milhares de explicações. O Bizarro dificilmente tem alguma."
 "Não,não existe uma linha tênue entre o amore oódio. Na verdade, existe uma Muralha da China armada com soldados armados a cada 6 metros, entre o amor e o ódio."
Eu sou fisicamente incapaz de ser gentil/cortês."
 "Você pode ter a fé quer quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota. Porque você pode me dizer que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados."
"Qualquer um pode odiar a humanidade depois de levar um tiro. É necessário um grande homem para odiar antes disso."
 "Perserverança não é igual a merecimento"
"Você está me comparando a Deus? Quero dizer, isso é bom, mas só para você saber, eu nunca criei uma árvore."
 "Se nós fossemos nos importar com todas as pessoas que estão sofrendo nesse planeta, a vida iria parar."
Paciente: "Existe outros meios de engravidar? Como sentar no toilet?"
House: "Certamente. Só seria necessário um cara entre você e o toilet, mas,sim, certamente. Eu estava indo tão bem..."

terça-feira, 9 de março de 2010

MAIS BOBAGENS DA INTERNET

LISTA ORIGINAL

Eu quero um homem que...
1.. Seja lindo, (igual o Rodrigo Lombardi)
2. Encantador, (igual o Rodrigo Lombardi)
3. Financeiramente estável, (igual o Rodrigo Lombardi)
4. Um bom ouvinte, (igual o Rodrigo Lombardi)
5. Divertido, (igual o Rodrigo Lombardi)
6. Em boa forma física, (igual o Rodrigo Lombardi)
7. Se vista bem, (igual o Rodrigo Lombardi)
8. Aprecie as coisas mais finas, (igual o Rodrigo Lombardi)
9. Faça muitas surpresas agradáveis,(igual o Rodrigo Lombardi)
10. Seja um amante criativo e romântico. (igual o Rodrigo Lombardi)




Lista Revisada aos 32 Anos
Eu quero um homem que...
1. Seja bonitinho,
2. Abra a porta do carro
3 Tenha dinheiro suficiente para jantar fora com certa frequência
4.. Ouça mais do que fale,
5. Ria das minhas piadas,
6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,
7. Tenha no mínimo uma gravata,
8. Lembre de aniversários e datas especiais,
9. Procure romance pelo menos uma vez por semana.


Lista Revisada aos 42 Anos
Eu quero um homem que...
1. Não seja muito feio,
2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,
3. Tenha um emprego fixo
4. Balance a cabeça enquanto eu falo,
5. Esteja em forma ao menos para mudar a mobília de lugar,
6. Use camisetas que cubram sua barriga,
7. Não compre cidra achando que é champagne,
8. Se lembre de abaixar a tampa da privada (já tá bom, né? Esquece o Romance...)


Lista Revisada aos 52 Anos
Eu quero um homem que...
1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,
2. Não coce o saco nem cuspa em público,
3. Não sustente as irmãs, nem as filhas do primeiro casamento
4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,
5.. Não conte a mesma piada o tempo todo.



Lista Revisada aos 62 Anos
Eu quero um homem que...
1. Não assuste as crianças pequenas,
2.. Ronque bem baixinho quando dorme,
3. Esteja em forma suficiente para ficar de pé sozinho,
4. Use cueca e meias limpas

Lista Revisada aos 72 Anos
Eu quero um homem que...
1. Respire,
2. Lembre onde deixou seus dentes

Lista Revisada aos 88 Anos
Eu quero um homem que...
1. O que é um homem, mesmo ???

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHERES LINDAS TRAEM

Se você é daqueles homens ciumentos paranóicos, aqui está mais uma justificativa para seus ataques de ciúme.
Estudos comprovam que mulheres que apresentam níveis mais altos de estrogênio (hormônio feminino responsável pelas características sexuais) não só parecem e se sentem mais bonitas, como também podem ter um comportamento mais inclinado a trocar de parceiro frequentemente.
A Dra. Kristina Durante, autora principal do estudo realizado na Universidade do Texas, descobriu que mulheres jovens se sentem mais atraentes quando seu nível de estradiol (um tipo de estrogênio) está mais alto do que o comum.

■Porque as pessoas traem? O homem trai mais?
“Mulheres com alto nível de Estradiol mostraram maior probabilidade de flertar, beijar ou ter um caso mais sério com alguém diferente do seu parceiro fixo”, divulgou a equipe de Durante no Royal Society Journal Biology Letters.

Exatamente 52 estudantes universitárias entre 17 e 30 anos que não tomavam pílulas contraceptivas. Elas tomaram duas doses de estradiol, fazendo o nível desse hormônio aumentar mais do que o normal.

Em seguida os pesquisadores fizeram as mulheres avaliarem seu próprio nível de atratividade e o de outras mulheres, por meio de fotos. “Mulheres com altos níveis de estradiol foram consideradas mais atraentes por elas mesmas e pelas outras”, afirmou Durante.

O estudo se encaixa numa série de estudos recentes revelando a influência de hormônios no sucesso das pessoas. Ainda nessa semana, divulgamos o estudo que afirma que homens com o dedo anelar maior ganham mais dinheiro.

quarta-feira, 3 de março de 2010

by Arnaldo Jabor

A BUNDA DURA (Arnaldo Jabor)
Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre.. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal... Burra.
b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.
c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso.. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa... Coitada.
d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico, portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!
Portanto: É melhor vc ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja,gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica , faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada; Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!




E não se esqueça.... Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!!!

GERAÇÃO SEX AND THE CITY E SEUS CLICHÊS

Ontem estava tendo um papo cabeça com um amigo que proferiu a a seguinte afirmação: "As mulheres da sua geração estão ficando sozinhas e infelizes por seguirem novos clichês como os propagados pelo seriado Sex and the City". Bom, no ínício fiquei na defensiva, mas a conversa durou horas e eu queria ter a opornidade de entender como um homem casado da minha idade 'vê' esta geração de mulheres que hoje se encontram com 30 ou 40 anos (na verdade, enquanto conversávamos eu pensava: "Isto vai dar um postagem no blog, com certeza!!!!"). 
Primeiro concordamos com o que seria a definição para clichê: uma coisa que todo mundo toma como certo, uma ideia que de tanto propagada e difundida acaba caindo no senso comum. Vamos contextualizar com um exemplo do universo masculino: a geração dos nossos pais propagou o clichê de que ter uma amante era algo importante, era coisa de homem .... nem todos aderiram a esta ideia, alguns sempre quiseram ter amantes e se beneficiaram com este cliche enquanto outros acabaram tendo amantes porque todo mundo tinha e não queria ficar de fora. Este amigo comentou que na empresa onde trabalha todos os diretores com altos cargos coorporativos literalmente trocaram suas mulheres de 40 por uma de 20. É como se fosse uma vergonha pro cara que já tem 50 ficar com a mulher que o acompanhou durante todos os momentos difícies de sua carreira, ele tem que trocar a 'velhinha' por um 'novinha'.
Bom, entedido o uso do termo, passamos a pensar no que ele chamou de 'novos clichês Sex and the City' para o universo feminino. Segundo ele, as mulheres de 30 e 40 estão iludidas com a ideia de que, ao chegar aos 30, elas devem reavaliar sua vida e aproveitar para dar uma guinada antes que seja 'tarde de mais'. Entre os vários novos clichês, ele destacou alguns: 1) mulher no auge da minha vida sexual + marido no auge da vida profissional = amante para dar conta; 2) mulher consegue dar conta de tudo, vida profissional, vida sexual, casa limpinha, roupa lavada, filhos emocionalmente estáveis; 3) mulher que quer um homem sensível, mas que não dá conta da fragilidade masculina, acha o cara frouxo, entre outras; 4) mulher que quer que o cara seja perfeito enquanto ela mesma não precisa ser, entre outras.
Nossa discussão foi longe, questionei: "Então toda mulher que trai ou larga do marido, é por que se deixou levar por um clichê?". Ele respondeu: "Não todas, mas já presenciei separações nas quais as únicas explicações eram pautados em clichês masculinos e femininos."
Puxa, a conversa acabou ficando densa demais .... mas foi interessante. No fim, entendi o seu ponto de vista, posso não concordar plenamente mas acho que há realmente novos clichês impostos pela sociedade à mulheres da minha geração e o seriado Sex and the City (QUE EU ADOROOO!!!!) foi realmente precursor de algumas mudanças. E vcs leitores? O que acham? Quais são os novos clichês? Quão influenciadas estamos em relação a eles? 

TÔ NO CLIMA 'MARIA BETHÂNIA'

Tenho um Cd maravilhoso da Maria Bethânia que fica no meu carro, mas eu só o escuto nos dias em que acordo com a vontade de ser 'profunda' ... sei lá ... quando acordo Bethanizada.... pensativa sem ser depremida .... nem triste, nem alegre ..... densa, acho que seria a melhor palavra para descrever.
Cada música parece retratar um sentimento .... adoro todas... ponho no máximo e canto igual uma louca .... o povo nos semáforos fica olhando .... devem pensar "O que há com esta mulher meu Deus?"
Bom, ela também recita alguns poemas (claro ela é a Bethânea, ela pode tudo) e entre os poemas que ela recita, está este ... é um dos que mais gosto porque, convenhamos, não tem como amar alguém sem ser ridícula.

" Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor,
É que são Ridículas."

(Poema - Todas as Cartas de Amor São - Álvaro de Campos)

segunda-feira, 1 de março de 2010

"YOU HAD ME AT HELLO"

Nunca me esqueço de uma cena do filme Jerry Maguire no qual  Tom Cruise volta pra casa para se desculpar a Renée Zellweger .... ele tinha sido um cafajeste, alegou que estava em crise (tenha paciência!!!!) e foi embora dizendo que o problema era ele, não ela (patético!!!!). Bom, ele se arrepende, vê que não sabe viver sem ela e quando chega em casa a sala de estar está repleta de mulheres... tipo reunião de Tupperware, e todas ficam mudas quando ele entra.... ele diz HELLO e começa a se desculpar na frente de todas elas, começa a contar tudo que passou por sua cabeça enquanto estava fora  e fala... fala... fala ... até que ela diz STOP!!!! (Fica o maior silêncio....) YOU HAD ME AT HELLO. Esta frase me marcou desde do primeiro momento .... YOU HAD ME AT HELLO .... difícil traduzir o sentimento ..... Vc me teve quando disse oi .... quer dizer, não precisa se explicar, não precisa de presentes, só de vc voltar pra casa, só de vc estar aqui, eu já estou entregue, eu perdoo o que vc me fez e o que vc deixou de fazer porque eu não tenho forças nem pra argumentar, eu te amo tanto que eu só quero te beijar, esquecer as suas canalhices, fazer de conta que nada aconteceu .... YOU HAD ME AT HELLO.
Me surpreendi quando escutei Beyonce cantar YOU HAD ME AT HELLO. Corri ver a letra da música e é isto, é este amor, esta paixão pelo cara que deixa a gente louca.... o duro é que este tipo de sentimento de perdoar a toa a gente geralmente tem quando o cara é cafajeste .... e cafajeste a gente sabe.... sempre nos decepciona, sempre volta atrás e a gente sempre perdoa. Segue a música abaixo ai lado da cena do filme:

Oh! Oh!
Oooooh Oooooh
I love to see you walk into the room / Eu adoro te ver caminhar pelo quarto
By the shining light in every place / Iluminado pela luz que brilha em todo lugar
And when you talk everybody stop / E quando você fala, todo mundo pára
Because they know just what you're sayin' / Pois eles sabem o que você está dizendo.
The way that you protect your friends / O jeito que você protege seus amigos
Baby, I respect you for that / Querido, eu te respeito por isso.
And when you roll you take everyone you love along  / E quando você passa leva todos que te amam com você
I love that shit / E eu adoro isto

Don't fly me away / Não voe muito longe por mim
You don't need to buy a diamond key / Você não precisa comprar uma chave de diamante
To unlock my heart / Para abrir meu coração
You shelter my soul / Você abriga minha alma
You're my fire when I'm cold / Você é meu fogo quando estou fria
I want you to know... / Eu quero que você saiba...

You had me at hello (Hello) / Você me ganhou quando disse olá (olá)
Hello (Hello) Olá (olá)
Hello (Hello) Olá (olá)
You had me at hello (Hello) / Você me ganhou quando disse olá (olá)
Hello (Hello) Olá (olá)
Hello (Hello) Olá (olá)

It was many years ago (Ago) / Há muito tempo atrás
Baby, when you stole my cool / Querido, quando você roubou minha calma
Cuz you had me at hello (Hello) / Por que você me ganhou com um olá (Olá)
Hello (Hello) Olá (Olá)
Hello oooooh Olá oooooh

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O QUE BEYONCE NOS ENSINA?

Beyonce é uma das mulheres mais famosas influentes e lindas do mundo. Assistindo o DVD do seu último show, I AM YOURS... descobri que ela é tb uma mulher com conteúdo, que tudo que ela conseguiu vem de estrutura familiar forte, de seus princípios, de sua ousadia. de sua impetuosidade e de sua coragem.
E aquele cabelo? Meu Deus, como eu gostaria de ter uma cabelo daquele .... enrolado, liso, de qualquer jeito é lindo .... E o maridão? Nossa, um sucesso!!!! No show, ela fala que as vezes as pessoas que amamos se acomodam e não pensam que podem sim ser substituídas se não acordarem pra 'vida'. Adoro esta música. Ela deixa claro.... ou o cara dá valor.... ou fora com ele.....MANIFESTO FEMINISTA. Leiam abaixo:
IRREPLACEABLE/ Insubstituível

To the left, to the left À esquerda, à esquerda
To the left, to the left À esquerda, à esquerda
To the left, to the left À esquerda, à esquerda
Everything you own in the box to the left   Tudo o que é seu bote na caixa à esquerda
In the closet, that's my stuff
No armário, são as minhas coisas
Yes, if I bought it, then please don't touch Se eu comprei, por favor não toque.
And keep talking that mess that's fine E você continua falando besteira, tudo bem
But could you walk and talk at the same time? Más você pode andar e falar, ao mesmo tempo?
And It's my name that is on that jag E é o meu nome que está naquela bolsa
So come move your bags, let me call you a cab Então vá arrumar as suas malas, deixe eu chamar um táxi pra você
Standing in the front yard Parado no jardim, me dizendo
Telling me how I'm such a fool Como eu sou uma boba, falando
Talking about how I'll never ever find a man like you Que eu nunca vou achar um homem como você
You got me twisted Você não me entendeu
You must not know about me, you must not know about me  Você não deve saber nada sobre mim, você não deve saber nada sobre mim
I could have another you in a minute  Eu poderia arrumar outro como você num minuto
Matter of fact, he'll be here in a minute, baby  Na verdade, ele estará aqui num minuto, baby
You must not know about me, you must not know about me  Você não deve saber nada sobre mim, você não deve saber nada sobre mim
I can have another you by tomorrow Eu posso ter outro como você para amanhã
So don't you ever for a second get to thinking  Então, você, nem por um segundo, pense
You're irreplaceable  Que você é insubstituível
So go ahead and get gone, call up that chick  Então vá em frente, ligue para aquela garota
And see if she's home  E veja se ela está em casa
Oops, I bet you thought that I didn't know  Oops, aposto que você achava que eu não sabia
What did you think I was putting you out for?  Por quê você acha que eu te mandei pra fora?
Because you was untrue  Porque você foi mentiroso
Rolling her around in the car that I bought you  Andou por aí com o carro que eu comprei pra você
Baby, drop them keys  Baby, me dê as chaves
Hurry up before your taxi leaves  Ande logo, antes que o seu táxi vá embora

Assista em: http://www.youtube.com/watch?v=PbXmFHYfIJs

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

QUERIA SER AMADA ASSIM....

É mágico o instante em que eu te encontro

É Bálsamo que invade o meu peito
Me sinto tão feliz que fico tonto
Por mais que eu evite não tem jeito
Você tem um poder que me domina
Me ama quando quer e eu aceito
Sou sempre levado por seu beijo
Que tem sempre a emoção da primeira vez
Que deixa as mãos suadas de desejos
Eu quero sempre mais te amar outra vez
Você tem tudo a ver com a minha vida
Não é mais impressão agora eu sei
Sabe de mim, como se lesse meus pensamentos
Fala com os olhos, quando me olha eu não agüento
E fico assim em suas mãos feito um menino
As vezes acho que você é dona do meu destino

(Instante Mágico, Rick e Renner)

SAUDADE AMOR, QUE SAUDADE ... QUE ME VIRA PELO AVESSO

Saudade.... Saudade do que?
Saudade dos beijos famintos
Saudade do entra e sai com força
Saudade do suor da testa caindo no meio dos seios
Saudade das mãos puxando os cabelos
Saudade de ficar presa
Saudade de estar de costas, sem ter como reagir
Saudade dos tapas
Saudade das palavras obcenas
Saudade de tudo
Saudade de ser mulher nas suas mãos
(Anônimo)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

NO FIM, SÓ RESTA DESEJAR BOA SORTE

Bom, tem mulher que gosta de fazer escândalo, de convocar as amigas e chorar até ficar inchada, de  quebrar o vidro dianteiro do carro, rasgar as roupas, difamar o sujeito pra família toda (a dela e a dele claro), colocar a culpa toda nele, levar tudo embora (não deixar nem uma toalha de banho pro sujeito se secar), planejar uma vingança a curto ou longo prazo, se oferecer para o melhor amigo, transar com o melhor amigo, começar a encarar a vida como o Garfield encara a segunda-feira .... mas a verdade é que, no fim de um relacionamento, só resta mesmo desejar boa sorte ... fazer o que, né?
Vanessa da Mata e Ben Harper descreveram este momento perfeitamente na canção abaixo.

Boa Sorte / Good Luck  

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That's itThere's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night


domingo, 14 de fevereiro de 2010

AINDA TENTANDO ENTENDER AS DIFERENÇAS ENTRE AMOR E PAIXÃO

Já mencionei em outra postagem o livro AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR.
Vamos retomar um trecho do capítulo inicial, no qual o autor fala sobre a paixão e o amor.


Estar apaixonado (a) é uma experiência eufórica. Um fica emocionalmente obcecado pelo outro. Dor­me-se pensando nele (nela). Levanta-se e aquela pessoa é a primeira coisa que nos vem à mente. Ansiamos por estar jun­tos. Gastar tempo um com o outro é como estar na antecâmara do céu. Quando andamos de mãos dadas, é como se nossos corações batessem no mesmo compasso. Beijaríamos um ao outro para sempre, se não tivéssemos de ir à escola ou ao trabalho. O abraçar estimula sonhos de casamento e êxtase. O rapaz apaixonado tem a ilusão de que sua amada é perfeita...
Somos levados a acreditar que, se realmente estivermos apaixonados, esse amor durará para sempre. Os maravilho­sos sentimentos dos quais partilhamos no momento nos acompanharão até o fim de nossas vidas. Nada se interporá entre nós. Estamos enamorados e aprisionados pela beleza e charme da personalidade um do outro. Nosso amor é a me­lhor coisa da qual já desfrutamos. Notamos que alguns ca­sais chegaram a perder esse sentimento, mas isso nunca acon­tecerá conosco. Fazemos, portanto, a seguinte colocação: “É possível que eles nunca tenham sentido um amor verdadeiro como o nosso!”
Infelizmente, a eternidade da paixão é uma ficção e não um fato. A psicóloga Dorothy Tennov desenvolveu longos estudos sobre este fenômeno. Após estudar os comportamen­tos entre os casais, ela concluiu que o tempo médio de exten­são da obsessão romântica é de dois anos. Se a paixão foi um fruto proibido, talvez dure um pouco mais. Eventualmente, todos nós descemos das nuvens e pisamos com nossos pés em terra novamente. Nossos olhos abrem-se e passamos a enxergar as “verrugas” da outra pessoa. Descobrimos que alguns de seus traços de personalidade são realmente irri­tantes. Seus padrões de comportamento aborrecem-nos. Pos­suem também capacidade para machucar e irar-se, e utili­zam também palavras duras e julgamentos críticos. Esses tra­ços que não percebemos quando estávamos apaixonados tornam-se agora enormes montanhas. Então nos recordamos das palavras ditas por nossa mãe e perguntamos a nós mes­mos: “Como pude ser tão tolo?”
Bem-vindos ao mundo real do casamento, onde fios de cabelo sempre estarão na pia e respingos brancos da pasta de dente estarão no espelho; discussões ocorrem por causa do lado de se colocar o papel higiênico: se a folha deve ser puxada por baixo ou por cima. E um mundo onde os sapa­tos não andam até o guarda-roupa e as gavetas não fecham sozinhas; os casacos não gostam de cabides e pés de meia somem quando vão para a máquina de lavar. Nesse mundo, um olhar pode machucar, uma palavra pode quebrar. Aman­tes podem tornar-se inimigos e o casamento um campo de batalha sem trégua.
O que aconteceu com a paixão? Que coisa! Foi uma ilu­são que nos enganou e levou-nos a assinar nossos nomes na linha pontilhada... na alegria e na tristeza. Não é de se admi­rar que tantos amaldiçoem o casamento e o ex-cônjuge, a quem um dia amaram. Além disso, se fomos enganados, te­mos o direito de ficar bravos. Será que foi realmente amor? Acho que sim. O problema é que houve falta de informação... A experiência da paixão não possui enfoque em nosso próprio crescimento, nem no crescimento e desenvolvimento do cônjuge. Dificilmente também fornece o senso de realização.
Alguns pesquisadores, entre eles o psiquiatra M. Scott Peck e a psicóloga Dorothy Tennov, chegaram à conclusão de que a experiência da paixão não deveria, de forma algu­ma, ser chamada de amor. Dr. Peck concluiu que o apaixo­nar-se não é amor verdadeiro, por três razões: Primeira, apaixonar-se não é um ato da vontade nem uma escolha consciente. Não importa o quanto desejemos, não con­seguimos apaixonar-nos voluntariamente. Por outro lado, mes­mo que não busquemos essa experiência, ela pode, simples­mente, acontecer em nossa vida. Muitas vezes apaixonamo-nos no momento errado e pela pessoa errada!
Segunda, apaixonar-se não é amor verdadeiro porque não implica em nenhuma participação de nossa parte. Qualquer coisa que façamos apaixonados, requererá pouca disciplina e esforço. Os longos e dispendiosos telefonemas realizados, o di­nheiro gasto em viagem para ficarmos juntos, os presentes, e todo trabalho envolvido, nada representam. Da mesma forma que os pássaros constroem instintivamente seus ninhos, a na­tureza da pessoa apaixonada impulsiona na realização de atos inusitados e não naturais, de um para com o outro.
Terceira, a pessoa apaixonada não está genuinamente in­teressada em incentivar o crescimento pessoal daquela por quem nutre sua paixão. “Se temos algum propósito em mente ao nos apaixonarmos, é o de terminar nossa própria solidão e, talvez, assegurar essa solução através do casamento”. A paixão não se focaliza em nosso crescimento pessoal e nem tampouco no da outra pessoa amada. Pelo contrário, a sensação é a de que já se chegou onde se deveria alcançar e não é necessário crescer mais. Encontramo-nos no ápice da felicidade e nosso único de­sejo é continuar lá. E nosso (a) amado (a), naturalmente, tam­bém não precisa mais crescer, pois já é perfeito (a). Esperamos somente que ele (ela) mantenha essa perfeição.
Se apaixonar-se não é amor, então o que é? Dr. Peck afirma: “E um componente instintivo e geneticamente de­terminado do comportamento de acasalamento. Em outras palavras, um colapso temporário das reservas do ego que constituem o apaixonar-se; é uma reação estereotipada do ser humano a uma configuração de tendências sexuais inter­nas e estimulações sexuais externas, as quais designam-se ao crescimento da probabilidade da união e elo sexual, ten­do em vista a perpetuação da espécie”.
Quer concordemos ou não com essa conclusão, os que dentre nós se apaixonaram e também saíram desse estado de paixão, concluirão que essa experiência arremessa-nos a uma órbita emocional diferente de qualquer outra que porventura experimentamos. A tendência é o rompimento com a nossa razão, o que nos leva a fazer e a dizer coisas que nunca faríamos, ou diríamos em momentos de maior sobrie­dade. De fato, quando saímos desse estado de paixão, ques­tionamos como pudemos ter feito tais coisas. Quando a onda da emoção passa e voltamos ao mundo real, onde as diferen­ças são notórias, quantos de nós fizeram para si a pergunta: “Por que me casei? Não combinamos em nada!” No entan­to, quando estávamos no auge da paixão, pensávamos que com­binávamos em tudo — pelo menos, em tudo que era importante. Isso significa que, por termos sido “fisgados” dentro da ilusão da paixão, encontramo-nos agora frente a duas opções: 1 — estamos destinados a uma vida miserável com nosso cônju­ge, ou 2 — devemos nos separar e tentar novamente? Nossa geração tem optado pela última decisão, ao passo que a anteri­or escolheu a primeira. Antes de concluirmos automaticamen­te o fato de que fizemos a melhor escolha, devemos examinar os dados. Atualmente, 40% dos primeiros casamentos, nos Es­tados Unidos, terminam em divórcio; 60% dos segundos e 75% dos terceiros, também. Pelo que se pode ver, a perspectiva de um segundo e terceiro casamentos felizes, não é muito atingi­da.
As pesquisas realizadas parecem indicar que existe uma terceira e melhor alternativa: reconhecer que a paixão é o que é — um pico emocional temporário — e então desenvol­ver o amor verdadeiro com nosso cônjuge. Esse tipo de sen­timento é de natureza emocional, mas não obsessivo. É o amor que une razão e emoção. Envolve um ato da vontade e re­quer disciplina, pois reconhece a necessidade de um cresci­mento pessoal. Nossa necessidade emocional básica não é apaixonar-se, mas ser genuinamente amado (a) pelo outro; é conhecer o amor que cresce com base na razão e na escolha e não no instinto. Preciso ser amado por alguém que escolheu me amar, que vê em mim algo digno de ser amado...
Amor racional, volitivo é o tipo de amor para o qual os sábios nos conclamam.
Essa é uma boa notícia aos casais que perderam seus sentimentos de paixão. Se o amor é uma opção, então eles possuem a capacidade de amar após a experiência da paixão haver passado e regressarem ao mundo real. Esse tipo de amor inicia-se com uma atitude — o modo de pensar. Amor é a atitude que diz: “Sou casado (a) com você e escolho lutar pelos seus interesses!” Então, os que optam por amar encontrarão formas apropriadas para demonstrar essa decisão.
Alguém pode comentar: “Isso parece tão estéril! Amor como uma atitude e com um comportamento apropriado? Onde estão as estrelas cadentes e as fortes emoções? Onde ficam a ansiedade do encontro, a piscada de olho, a eletricidade do bei­jo e o entusiasmo do sexo? E a segurança emocional de se saber que ocupamos o primeiro lugar na mente da outra pessoa?”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

OBRIGADA POR TUDO

Abaixo está o e-mail enviado por uma amiga ao homem pelo qual foi apaixonada por quase dois anos. Na minha opinião, o texto deveria virar cartão de término de relacionamento .... acho que ia vender igual água:

"Querido,
Obrigada por tudo
Obrigada por me fazer mulher na cama, por me satisfazer como nunca tinha acontecido ... isto me fez retomar minha auto-estima, me sentir mulher novamente, me apaixonar novamente.
Obrigada por, desde o início, deixar claro suas prioridades ... isto me instigou a querer mais, a ver até onde eu conseguiria ir para ganhar importância.
Obrigada por dizer que me amava ... me deu a falsa sensação de estar ganhando terreno, de vislumbrar um futuro.
Obrigada por ser um grande covarde .... fez com que eu também me acorvadasse e não fizesse as loucuras que pretendia fazer,
Obrigada por fazer seus joguinhos .... apimentou o sexo e me fez sentir mais prazer, muito mais prazer.
Obrigada por me mostrar meu lugar, por me deixar esperando e não aparecer .... me fez ver que há um limite das coisas que se pode fazer em nome de uma paixão.
Obrigada por me humilhar, por me menosprezar, por me deixar excitada e sumir .... me fez relembrar que ninguém pode desejar alguém que não se dá o devido valor.
Obrigada por deixar de me desejar .... tornou mais fácil constatar que não há mais nada que nos une.
Obrigada por me decepcionar profundamente ..... me fez ver que chegamos ao limite .... acabou .... nem mesmo a amizade foi preservada ..... cada um seguindo sua vida.
Obrigada por tudo e seja feliz.
Te agradeço também por antecedência o fato de vc nunca, nunca mais me procurar"